O cineasta espanhol Pedro Almodóvar utilizou a coletiva de imprensa no Festival de Cannes para criticar duramente três líderes mundiais: o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu; e o presidente da Rússia, Vladimir Putin. O diretor os classificou como "monstros" e afirmou que a Europa deve atuar como um "escudo" contra líderes que desrespeitam o direito internacional.
Declarações contundentes
Almodóvar declarou: "Trump deveria saber que há um limite para seus delírios." O cineasta, que usava um broche com a inscrição "Palestina livre", enfatizou que os artistas têm o dever moral de se posicionar diante de conflitos e violações internacionais. "Devemos falar com clareza sobre as piores coisas que acontecem", completou.
Filme em competição
O diretor apresentou em Cannes o filme "Natal Amargo", que disputa a Palma de Ouro. O longa-metragem acompanha um cineasta em crise criativa. Esta é a sétima vez que Almodóvar concorre ao principal prêmio do festival.
Apoio de outros artistas
Dias antes, o ator Javier Bardem também criticou Trump, Putin e Netanyahu no festival, atribuindo a eles uma "masculinidade tóxica" responsável por milhares de mortes.



