Ataque russo com 450 drones e 60 mísseis deixa Kiev sem aquecimento em 1.170 prédios
Ataque russo maciço deixa Kiev sem aquecimento em 1.170 prédios

Um policial caminha no local de um prédio de apartamentos atingido por um ataque de drone russo, em meio ao ataque da Rússia à Ucrânia, em Kiev, Ucrânia, em 3 de fevereiro de 2026. A imagem, capturada por Valentyn Ogirenko da Reuters, simboliza a devastação contínua que assola a capital ucraniana.

Ataque maciço russo causa estragos em Kiev

A Rússia lançou um ataque maciço contra a Ucrânia nesta terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, conforme relatado pelo ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sybiha. De acordo com informações divulgadas pelo governo ucraniano, a ofensiva incluiu o lançamento de aproximadamente 450 drones e 60 mísseis, marcando um dos episódios mais intensos desde o início do conflito.

Impacto humanitário e infraestrutural

O prefeito de Kiev destacou que o ataque resultou em danos significativos à infraestrutura da cidade, com 1.170 prédios residenciais ficando sem aquecimento. Este cenário é particularmente crítico, pois ocorre durante um dos invernos mais rigorosos dos últimos anos na região, exacerbando a crise humanitária para os civis ucranianos.

Em uma declaração pública no X, Sybiha criticou a continuidade dos ataques, afirmando: "Nem os esforços diplomáticos previstos em Abu Dhabi esta semana, nem as promessas aos Estados Unidos impediram [a Rússia] de continuar a aterrorizar pessoas comuns no inverno mais rigoroso". Esta fala reflete a frustração das autoridades ucranianas diante das tentativas fracassadas de alcançar a paz.

Contexto das negociações de paz

A ofensiva russa ocorre às vésperas de uma nova rodada de negociações, programada para ocorrer na quarta e quinta-feira seguintes. Estas discussões são parte de um esforço contínuo para encerrar a guerra, que teve início em fevereiro de 2022 e persiste com combates frequentes.

Declarações de Donald Trump

Na segunda-feira, 2 de fevereiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez comentários otimistas sobre as negociações de paz. Ele disse a repórteres no Salão Oval: "Acho que estamos indo muito bem com a Ucrânia e a Rússia. É a primeira vez que digo isso. Acho que poderemos ter boas notícias, talvez". No entanto, Trump não forneceu detalhes adicionais sobre os progressos específicos nas conversas entre Kiev e Moscou.

Desafios nas negociações

As negociações entre Rússia e Ucrânia frequentemente enfrentam impasses, especialmente quando a questão da cessão de territórios ucranianos para a Rússia é levantada. Esta exigência, feita por Moscou como condição para encerrar as hostilidades, tem sido um ponto de contenção significativo que dificulta os avanços diplomáticos.

Pressão internacional e reuniões recentes

O governo de Kiev está sob pressão dos Estados Unidos para aceitar um acordo que possa interromper a guerra. Paralelamente, a Ucrânia lida com uma campanha de ataques aéreos que devastou seu sistema de energia, agravando a situação durante o inverno rigoroso.

Enviados de Moscou, Kiev e dos Estados Unidos se reuniram na semana passada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Infelizmente, essa rodada de discussões terminou sem avanços concretos, deixando as esperanças de paz em um estado de incerteza. A persistência dos combates e a complexidade das demandas territoriais continuam a desafiar os esforços diplomáticos em curso.