As forças russas desferiram um ataque de grande escala contra a Ucrânia na madrugada desta sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, utilizando um míssil com capacidade de transportar ogivas nucleares. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou que o bombardeio resultou em pelo menos quatro mortos na capital Kiev e causou danos a vinte edifícios residenciais, além da embaixada do Catar.
Detalhes do ataque massivo
De acordo com a Força Aérea Ucraniana, a ofensiva noturna envolveu o lançamento de 36 mísseis e 242 drones contra diversos alvos no país. Entre os armamentos utilizados estava o míssil hipersônico Oreshnik, conhecido por sua capacidade de carregar ogivas nucleares, embora não haja evidências de que a versão utilizada no ataque estivesse equipada com elas.
Os sistemas de defesa aérea ucranianos conseguiram interceptar uma parte significativa do ataque, abatendo 226 drones e 18 mísseis. No entanto, os que conseguiram penetrar as defesas causaram destruição considerável em Kiev e arredores, com equipes de resgate trabalhando para controlar incêndios em prédios residenciais gravemente atingidos.
Justificativa russa e negação ucraniana
O Ministério da Defesa da Rússia assumiu a responsabilidade pelo ataque, classificando-o como uma medida retaliatória. A pasta afirmou que a ação foi uma resposta a uma suposta tentativa de ataque ucraniano contra a residência do presidente Vladimir Putin no final de 2025.
Segundo a declaração russa, os alvos escolhidos incluíam infraestruturas críticas, como uma fábrica que produz drones supostamente usados na tentativa contra Putin, além de instalações energéticas. Volodymyr Zelensky negou categoricamente ter ordenado qualquer bombardeio contra a residência do líder russo.
Repercussão internacional e alerta de segurança
O ataque com o míssil Oreshnik, que ocorreu em uma região próxima às fronteiras da União Europeia e da Otan, gerou alarme imediato entre os aliados da Ucrânia. O ministro das Relações Exteriores do país, Andrii Sybiha, descreveu o episódio como uma "grave ameaça" à segurança europeia.
Sybiha informou que já está compartilhando os detalhes do ataque com os Estados Unidos e as nações europeias, pedindo que os parceiros internacionais aumentem a pressão sobre a Rússia. A utilização de um míssil com capacidade nuclear, mesmo sem ogiva atômica, é vista como uma escalada significativa e uma mensagem de força por parte de Moscou.
O cenário continua tenso, com Kiev sob os escombros do mais recente capítulo de um conflito que se arrasta, enquanto a comunidade internacional avalia suas respostas a mais esta demonstração de força militar russa.