Ataque naval dos EUA no Caribe resulta em três mortos e amplia contagem de vítimas
O Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos (SOUTHCOM) confirmou nesta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, mais um ataque militar contra uma embarcação no Mar do Caribe. A ação, que ocorreu na sexta-feira anterior, resultou na morte de três homens e integra a campanha de combate ao narcotráfico iniciada por Washington em setembro de 2025.
Operação Lança do Sul segue em ritmo intenso
Segundo comunicado oficial divulgado nas redes sociais com vídeo da operação, o ataque foi conduzido como parte da Operação Lança do Sul, iniciativa que a administração do presidente Donald Trump afirma ter como objetivo principal reduzir o tráfico internacional de drogas. A inteligência americana identificou a embarcação em rotas marítimas conhecidas pelo escoamento de narcóticos, e nenhum militar dos EUA ficou ferido durante a ação.
Este foi o 43º ataque registrado desde o início da campanha, que já deixou pelo menos 141 pessoas mortas em ações contra barcos suspeitos de envolvimento com o tráfico. As operações ocorrem simultaneamente em duas frentes marítimas principais:
- Mar do Caribe
- Oceano Pacífico Oriental
Sequência de ofensivas marca fevereiro como mês letal
O ataque desta semana ocorre após uma série de ofensivas registradas em fevereiro, que incluem:
- 13 de fevereiro: Forças americanas atingiram embarcação no Pacífico Oriental, deixando três mortos
- 16 de fevereiro: Três embarcações foram alvo de ataques simultâneos, resultando em 11 mortos em um dos dias mais letais da campanha
As operações fazem parte de uma política mais ampla de enfrentamento ao tráfico transnacional, que combina ações militares diretas, cooperação internacional e medidas reforçadas de segurança nas fronteiras marítimas.
Presença militar americana atinge níveis históricos
Desde o ano passado, os Estados Unidos têm deslocado navios de guerra, aeronaves e grupos de desembarque para o Caribe e o Pacífico, numa mobilização que analistas descrevem como uma das maiores presenças militares americanas na região em décadas. A escalada ganhou contornos ainda mais sensíveis em janeiro, quando forças especiais dos EUA capturaram em Caracas o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, levando-os para Nova York onde respondem por acusações de narcoterrorismo.
Essa ação, realizada sem autorização prévia do Congresso americano, provocou forte reação internacional e ampliou as críticas à estratégia militar de Washington. Paralelamente, os Estados Unidos têm reforçado a presença naval nas proximidades do Irã, expandindo o alcance de uma estratégia que combina o combate ao narcotráfico com uma clara demonstração de força geopolítica.
A campanha militar continua sem previsão de término, enquanto o governo Trump mantém sua postura de confronto direto contra redes de narcotráfico em águas internacionais, apesar das crescentes preocupações sobre o custo humano e as implicações diplomáticas dessas operações.



