Ataque a escola no Irã mata 175 crianças e funcionários; Teerã acusa EUA e Israel
Ataque a escola no Irã mata 175; Teerã acusa EUA e Israel

Ataque a escola infantil no Irã deixa 175 mortos, incluindo dezenas de crianças

Um ataque devastador contra uma escola infantil para meninas na província de Hormozgan, no Irã, resultou na morte de pelo menos 175 pessoas, conforme reportagem do jornal americano The New York Times. O incidente, ocorrido no último sábado, vitimou principalmente crianças e funcionárias da instituição, gerando comoção internacional e protestos em massa.

Funeral coletivo reúne milhares em Minab

Na terça-feira, 3 de março de 2026, milhares de cidadãos se reuniram na cidade de Minab, localizada no sul do Irã, para acompanhar o funeral coletivo das vítimas. As imagens mostram multidões em luto, carregando caixões cobertos com bandeiras iranianas, em uma cerimônia fúnebre que destacou a tragédia humana por trás do conflito geopolítico.

Acusações e negações no cenário internacional

As autoridades iranianas afirmam que o ataque foi parte de uma ofensiva aérea conjunta conduzida pelos Estados Unidos e por Israel contra o território persa. No entanto, o Exército israelense negou veementemente qualquer envolvimento, enquanto as Forças Armadas americanas declararam que estão investigando os relatos. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a autoria do bombardeio, o que intensifica as tensões diplomáticas na região.

Contexto do ataque e reações globais

O prédio da escola ficava a aproximadamente 600 metros de uma base da Guarda Revolucionária Islâmica, e a instituição estava ocupada no momento do ataque devido ao calendário de semana útil iraniano, que vai de sábado a quinta-feira. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, classificou o episódio como um "ato bárbaro" e o descreveu como mais um capítulo sombrio na história de agressões contra o país.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) condenou o ataque, assim como Malala Yousafzai, vencedora do Prêmio Nobel da Paz e defensora da educação feminina. Essas reações sublinham a gravidade do incidente, que ocorre em meio a uma escalada de conflitos no Oriente Médio, potencialmente ampliando as hostilidades regionais.