STF define voto secreto para eleição indireta no RJ, mas prazo para candidatos segue indefinido
STF define voto secreto para eleição indireta no Rio de Janeiro

Supremo Tribunal Federal define regras para sucessão no governo do Rio de Janeiro

O Supremo Tribunal Federal formou maioria nesta sexta-feira, 27 de março, para confirmar que a eleição indireta para o governo do Rio de Janeiro deve ser realizada através de voto secreto. A decisão foi tomada no plenário virtual da Corte, onde seis ministros votaram nesse sentido: Luiz Fux, Cármen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça, Dias Toffoli e Luiz Edson Fachin.

Divergência sobre modalidade de eleição

Os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes apresentaram votos divergentes, defendendo a realização de eleição direta para o cargo. Apesar da definição sobre o caráter secreto da votação, o tribunal ainda não conseguiu formar maioria sobre outro ponto crucial: o prazo para desincompatibilização de candidatos.

Atualmente, a contagem está em 5 a 1 pelo estabelecimento do prazo de 24 horas para que interessados na disputa desocupem os cargos que ocupam. No entanto, o ministro relator do caso, Luiz Fux, defende que esse prazo deve ser de seis meses, criando um impasse que mantém a indefinição sobre o processo sucessório.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Crise política no estado fluminense

A situação política do Rio de Janeiro atravessa uma grave crise de sucessão desde a renúncia do então governador Cláudio Castro em 23 de março de 2026. A saída ocorreu em meio a um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral sobre sua inelegibilidade, deixando o estado sem uma linha sucessória clara.

Como o estado já não contava com um vice-governador e o então presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, foi cassado, o governo foi assumido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto. Esta vacância total dos cargos eletivos do Executivo estadual impõe a necessidade urgente de uma eleição indireta pela Alerj.

Processo eleitoral aguarda definições

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro deverá escolher um "governador-tampão" que concluirá o mandato até o fim de 2026. Contudo, esse processo permanece paralisado aguardando as definições finais do STF sobre as regras de votação e os prazos para candidaturas.

Os ministros da mais alta corte do país analisam, no plenário virtual, a ação que trata especificamente das regras para as eleições no estado fluminense. Eles avaliam a decisão individual do ministro Luiz Fux, relator do caso, enquanto outros membros do tribunal ainda devem apresentar seus votos sobre os pontos pendentes.

A indefinição sobre o prazo para desincompatibilização mantém em suspense a definição sobre quem poderá concorrer ao cargo e quando a eleição indireta poderá finalmente ocorrer. Esta incerteza prolonga a instabilidade política no estado, que segue sob governo interino enquanto aguarda a escolha de um novo mandatário para os meses restantes do atual mandato.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar