O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), declarou que está analisando um pedido de parlamentares da base governista para anular a votação que autorizou a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS a quebrar os sigilos bancários, fiscais e telemáticos de Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Alcolumbre afirmou que pretende tomar uma decisão após ouvir a advocacia da Casa. "Estou querendo decidir. Vou ouvir a advocacia", respondeu o presidente do Senado ao ser questionado sobre o assunto.
Controvérsia na votação simbólica
Os governistas recorreram a Alcolumbre após a CPMI aprovar a quebra de sigilo de Lulinha em uma votação simbólica, onde a contagem de votos é feita de forma visual. Eles alegam que tinham maioria no colegiado e contestam o procedimento adotado. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), destacou durante a sessão que os suplentes não teriam direito a voto, estabelecendo que os favoráveis à medida deveriam permanecer sentados, enquanto os contrários se levantariam.
Resultado contestado e investigações em curso
Ao anunciar o resultado, Viana contou 7 votos contrários, desconsiderando os votos dos suplentes, o que gerou insatisfação entre os parlamentares da base do governo. Lulinha passou a ser alvo de questionamentos de membros da oposição depois que a Polícia Federal (PF) apreendeu mensagens trocadas entre Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", e a empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Lulinha.
Segundo as investigações, Roberta Luchsinger teria recebido pagamentos de Antunes para atuar junto a órgãos da área de saúde na comercialização de produtos à base de cannabis medicinal. A empresária foi alvo de uma operação da PF e afirma que não houve irregularidades em sua relação com Antunes. O caso continua em atualização, com o Senado avaliando os próximos passos jurídicos e políticos.
