Petistas acusam Hugo Motta de atrasar votação e favorecer oposição no TCU
Petistas acusam Hugo Motta de atrasar votação no TCU

Petistas acusam presidente da Câmara de favorecer oposição em disputa por vaga no TCU

A bancada petista na Câmara dos Deputados passou a manifestar abertamente seu descontentamento com o presidente da Casa, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba. A principal queixa reside na demora em pautar a votação que poderia levar o deputado Odair Cunha, do PT de Minas Gerais, a uma cadeira no Tribunal de Contas da União. Os parlamentares governistas acreditam que essa morosidade estratégica abriu espaço para que adversários políticos se organizassem.

Articulação da oposição e do Centrão ameaça plano petista

Enquanto a votação não era agendada, a oposição e o bloco do Centrão aproveitaram para costurar alianças e lançar candidaturas concorrentes. Nesta quarta-feira, o Partido Liberal, legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, oficializou a candidatura do deputado Hélio Lopes, do Rio de Janeiro. Paralelamente, circula com força o nome de Danilo Fortes, da União Brasil do Ceará, como outro forte postulante à vaga.

Essa cadeira no TCU ficará compulsoriamente disponível com a aposentadoria do ministro Alberto Cedraz, que completa 75 anos. A pressão da base governista era para que o assunto fosse votado às pressas, antes do período do Carnaval, um pleito que não foi atendido pelo presidente Motta. Agora, há um temor real entre os petistas de que um acordo entre oposição e Centrão possa inviabilizar totalmente os planos de Odair Cunha.

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Cenário pode se complicar com possível segunda vaga

O quadro político para o PT pode se tornar ainda mais complexo. Existe a possibilidade concreta de uma segunda vaga no Tribunal de Contas da União ser aberta ainda neste ano. Caso o ministro Augusto Nardes decida antecipar sua aposentadoria para concorrer a uma cadeira de deputado federal pelo Rio Grande do Sul, duas nomeações estarão em jogo simultaneamente.

Nesse hipotético cenário, oposição e Centrão poderiam estabelecer uma troca de apoios nas duas votações, uma manobra que, na prática, bloquearia qualquer chance de eleição de um petista para o órgão de controle. A frustração na bancada é palpável, pois muitos parlamentares consideram a indicação de Cunha ao TCU como parte integrante do acordo político que garantiu o apoio do PT à eleição de Hugo Motta para a presidência da Câmara, no ano passado.

A situação expõe as tensões e os jogos de poder dentro do Congresso Nacional, onde cronogramas e pautas são frequentemente usados como moeda de negociação. A demora em levar a votação ao plenário é vista pelos petistas não como um mero contratempo administrativo, mas como uma manobra política calculada que beneficia outros grupos em detrimento dos seus interesses. O desfecho dessa disputa pela vaga no TCU promete acirrar ainda mais os ânimos no cenário político brasileiro.

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