Presidente Lula provoca constrangimento com comentário sobre chineses e cachorros em visita a fábrica
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva protagonizou uma situação embaraçosa nesta quinta-feira, 26 de março de 2026, durante uma agenda oficial na fábrica da CAOA Chery, localizada em Anápolis, no interior do estado de Goiás. Na presença de empresários chineses, o mandatário fez uma brincadeira que sugeria, de forma equivocada, o consumo de carne animal pelos habitantes da China, um estereótipo que não reflete a realidade atual do país asiático.
Contexto da declaração polêmica
Lula discorria sobre as transformações nos hábitos dos brasileiros no cuidado com animais de estimação, destacando a evolução da alimentação, que agora prioriza rações específicas em vez de restos de comida, e a crescente procura por serviços veterinários especializados, incluindo atendimentos odontológicos. Foi nesse momento que o presidente proferiu a frase que gerou mal-estar: "Na China não deve ter esse problema. Aqui no Brasil, nós gostamos muito de cachorro", declarou, provocando risos na plateia presente.
A piada, embora recebida com humor por alguns, carregava a insinuação de que os chineses, supostamente consumidores de carne animal, não enfrentariam os mesmos gastos que os brasileiros com cuidados pet. Essa associação ignora que, embora historicamente algumas regiões da China tenham tido tal prática, ela não representa a maioria da população e foi oficialmente desencorajada pelo governo, que retirou a carne de cães e gatos da lista de produtos aptos para consumo há anos.
Repercussão imediata e cenário político
O comentário ocorreu em um ambiente empresarial estratégico, durante visita à fábrica da CAOA, que produz veículos em parceria com a chinesa Chery. Além do tema dos animais, Lula aproveitou o discurso para abordar propostas de seu governo, como a regulamentação das redes sociais e a isenção do imposto de renda para cidadãos com renda mensal de até cinco mil reais.
Essas medidas integram uma estratégia do presidente para fortalecer sua popularidade às vésperas das eleições de outubro, quando ele busca um quarto mandato na Presidência da República. No entanto, pesquisas eleitorais recentes indicam um cenário desafiador, com o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, apresentando crescimento e superando Lula em alguns cenários projetados.
A gafe rapidamente repercutiu nas redes sociais, onde usuários criticaram o estereótipo perpetuado pelo presidente, destacando a importância de evitar generalizações culturais, especialmente em contextos diplomáticos e empresariais. O episódio serve como alerta para a necessidade de sensibilidade em discursos públicos, que podem impactar relações internacionais e a imagem do país no exterior.



