Prefeito do Recife é denunciado ao MP por campanha antecipada no Carnaval
João Campos denunciado por campanha antecipada no Carnaval

Prefeito do Recife enfrenta denúncia por suposta campanha eleitoral antecipada

O prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, foi formalmente denunciado ao Ministério Público Eleitoral (MPE) por um vereador de oposição do PL. A acusação central envolve a prática de propaganda antecipada e abuso de poder político e econômico, utilizando o evento público do Carnaval da cidade para projetar sua provável candidatura ao governo do estado de Pernambuco nas eleições de 2026.

Detalhes da denúncia protocolada pelo vereador Thiago Medina

O vereador Thiago Medina (PL-PE) protocolou um pedido de Investigação Judicial Eleitoral contra João Campos, alegando que o prefeito aproveitou a estrutura do Carnaval do Recife, no Marco Zero, para promover indiretamente sua ambição ao governo estadual. Campos vem liderando as pesquisas de intenção de voto há meses, embora a diferença para a atual governadora Raquel Lyra (PSD) tenha diminuído nos levantamentos mais recentes.

O episódio citado ocorreu durante o encerramento do Carnaval 2026, quando Campos publicou nas redes sociais um vídeo onde aparece flamulando uma grande bandeira de Pernambuco ao som da música “Anunciação”, de Alceu Valença. No vídeo, o prefeito aparece rodeado de aliados enquanto o refrão diz “tu vens, tu vens, eu já escuto os teus sinais”, interpretado pela oposição como uma alusão clara à sua candidatura.

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Argumentos legais e pedidos da acusação

A peça defensiva argumenta que a conduta configura propaganda eleitoral antecipada, vedada pelo artigo 36 da Lei nº 9.504/97, além de representar abuso de poder político por utilizar um evento público custeado pela prefeitura para promoção pessoal. Medina também sustenta que o alcance da publicação, potencialmente atingindo centenas de milhares de pessoas, pode “desequilibrar o pleito de 2026, ferindo o princípio da isonomia entre os futuros candidatos”.

O parlamentar solicita que João Campos pague uma multa e que a Justiça Eleitoral o torne inelegível por oito anos, conforme os termos da Lei Complementar nº 64/90. “Não se trata de mero ato festivo. O que houve foi a utilização da máquina pública e de um evento institucional para projetar uma candidatura estadual de forma antecipada. A legislação eleitoral é clara e precisa ser respeitada”, comentou o vereador em sua defesa.

Contexto político e implicações eleitorais

Esta denúncia surge em um momento crucial, com as eleições estaduais de 2026 se aproximando e João Campos consolidando sua posição como forte candidato. A acusação pode impactar não apenas a imagem pública do prefeito, mas também o cenário político de Pernambuco, onde a disputa pelo governo promete ser acirrada.

As alegações de uso indevido de recursos públicos para fins eleitorais destacam questões mais amplas sobre ética na política e o cumprimento das normas eleitorais, temas que frequentemente dominam debates públicos em períodos pré-eleitorais.

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