Haddad deixa Ministério da Fazenda para concorrer ao governo de São Paulo
Haddad deixa Fazenda para disputar governo de SP

Ministro da Fazenda deixa cargo para disputar governo de São Paulo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deixará o comando da pasta na próxima semana para concorrer ao governo do estado de São Paulo. A informação foi confirmada por fontes próximas ao ministro, que revelaram que a saída oficial deve ocorrer na quinta-feira, dia 19 de outubro.

Prazo eleitoral exige desincompatibilização

Pela legislação eleitoral brasileira, ministros que desejam disputar eleições precisam se desincompatibilizar — ou seja, deixar seus cargos oficiais — até seis meses antes da votação. Como as eleições ocorrem no início de abril, o prazo está se aproximando rapidamente.

Inicialmente, Haddad demonstrou resistência em deixar o Ministério da Fazenda, mas acabou aceitando o pedido pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em conversas privadas, Lula argumentou que precisa do ministro na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, contra o atual governador Tarcísio de Freitas, dos Republicanos, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Pesquisas influenciam decisão estratégica

O acirramento da disputa presidencial, especialmente após a divulgação da última pesquisa Datafolha, foi o argumento decisivo para convencer Haddad. As pesquisas têm mostrado um segundo turno muito apertado entre Lula e Flávio Bolsonaro na corrida presidencial.

Internamente, Haddad argumentava que Lula estava em situação mais favorável do que em 2022, quando disputou com Bolsonaro já na presidência. No entanto, os números recentes indicam uma disputa extremamente equilibrada, tornando a presença do ministro em São Paulo — importante colégio eleitoral — fundamental para o governo.

Desempenho eleitoral comparativo

De acordo com pesquisa Datafolha divulgada no último domingo, Haddad apresenta desempenho melhor que outras possibilidades ventiladas pelo governo, como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a ministra Simone Tebet (MDB).

No entanto, o ministro da Fazenda ainda aparece atrás de Tarcísio nas intenções de voto:

  • Governador atual: 44% das intenções de voto
  • Fernando Haddad: 31% das intenções de voto

A decisão de Haddad marca um momento crucial na estratégia eleitoral do governo federal, que busca fortalecer sua presença no maior estado do país em meio a uma disputa presidencial cada vez mais competitiva.