Disputas por ministérios geram crise interna e ameaçam paralisar governo Lula
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, enfrenta uma nova e significativa dor de cabeça nos bastidores do governo. Nos últimos dias, uma profusão de brigas entre auxiliares de segundo escalão por vagas de ministro tem se intensificado, criando um cenário de instabilidade que já ameaça travar as operações governamentais, conforme relatado por auxiliares próximos ao petista.
Dança das cadeiras e disputas acirradas
Com metade do governo de saída para disputar as eleições de 2026, Lula tem lidado com uma verdadeira dança das cadeiras que se estenderá até abril. Em algumas pastas, o presidente concedeu a certos ministros o privilégio de indicar seus sucessores, mas há áreas onde não há um nome natural para assumir o cargo. É justamente nesses ministérios que o incêndio segue fora de controle, com secretários de setor tentando derrubar secretários-executivos, que são os nomes mais evidentes para a sucessão.
Ministros em saída buscam manter influência
Para piorar a situação de Lula, muitos ministros que estão prestes a deixar seus cargos desejam continuar exercendo influência sobre as pastas, indicando aliados obedientes. Essa manobra visa cumprir acordos já estabelecidos nos ministérios, como a liberação de verbas, e evitar fogo amigo que possa comprometer projetos em andamento. Essa dinâmica revela a complexidade dos acordos políticos nos bastidores, onde lealdades e interesses pessoais muitas vezes se sobrepõem às necessidades administrativas.
Essas disputas internas não apenas consomem tempo e recursos do governo, mas também expõem fragilidades na coordenação e na gestão de crises. A falta de consenso sobre os nomes para as vagas ministeriais pode resultar em atrasos na implementação de políticas públicas e em uma perda de eficiência na máquina estatal. Enquanto isso, Lula precisa equilibrar essas pressões internas com as demandas externas, em um ano eleitoral que promete ser turbulento.