CPI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha em sessão tumultuada
CPI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha em sessão tumultuada

A sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi marcada por cenas de confusão e empurra-empurra nesta quarta-feira, após a aprovação de um requerimento para quebra do sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como "Lulinha", filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Presidente da CPI nega irregularidades

O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), negou veementemente qualquer tipo de "manobra regimental" para garantir a aprovação da medida. Em declarações durante a suspensão da sessão, Viana afirmou que "contou duas vezes os votos" e que o resultado refletiu a vontade da maioria dos presentes.

"Para que a pauta fosse derrubada era necessário que o governo apresentasse maioria dos votos, contei duas vezes sete votos. A pauta de hoje está aprovada", reiterou o parlamentar, destacando que, dos trinta e um membros presentes, apenas sete votaram contra o requerimento.

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Tumulto e interrupção da sessão

Imediatamente após o anúncio do resultado, governistas se aproximaram da mesa diretora para protestar, gerando um tumulto generalizado. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) foi um dos mais enfáticos, classificando o procedimento como irregular e anunciando que pedirá a anulação do resultado.

"O que aconteceu agora foi muito grave, viola a democracia", afirmou Pimenta, argumentando que houve um erro na contagem dos votos. Segundo ele, catorze parlamentares votaram contra a votação dos requerimentos, e não sete, como declarado pela presidência da CPI.

Diante da confusão, a sessão foi interrompida, assim como a transmissão da TV Câmara. A comissão foi suspensa por quinze minutos, sendo retomada em seguida, mas o clima permaneceu tenso.

Governistas alegam erro na contagem

Paulo Pimenta justificou sua reclamação alegando uma discrepância visual entre os parlamentares levantados e sentados durante a votação simbólica. Ele solicitou a anulação do resultado, baseando-se em imagens da TV Senado e do registro da secretaria da casa.

"O regimento é claro no sentido de que o contraste da votação simbólica se dá entre a maioria e minoria dos presentes. Eu requero que se anule o resultado por erro na contagem e anuncie o resultado verdadeiro", exigiu o deputado.

Pimenta chegou a ameaçar levar o caso ao presidente do Congresso e fazer uma representação no Conselho de Ética, acusando a presidência da CPI de fraudar o resultado. No entanto, seu pedido foi rejeitado por Carlos Viana, que manteve a validade da votação e afirmou que não seria possível realizar uma recontagem.

Contexto dos requerimentos

Viana explicou que o governo tentou aprovar os requerimentos em bloco, incluindo um pedido para convocar o senador Flávio Bolsonaro (PL) a depor. Esse último pedido foi rejeitado, enquanto o de Lulinha foi aprovado.

"O governo veio com a decisão, ou se coloca todos os nomes que eles queriam, ou não votasse nada. Eu só vou colocar nomes que estão envolvidos na investigação. A realidade é que o jogo virou", declarou o presidente da CPI, enfatizando seu compromisso com a investigação em curso.

Apesar dos protestos e das alegações de irregularidade, Viana se manteve firme em sua posição, garantindo que a votação foi legítima e que ninguém saiu machucado do confronto, embora a tensão política tenha ficado evidente.

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