Bolsonaro, na prisão, manifestava otimismo com ascensão de Flávio nas pesquisas antes de internação
Bolsonaro otimista com Flávio em pesquisas antes de ser hospitalizado

Ex-presidente na prisão demonstrava confiança em cenário político antes de crise de saúde

Antes de ser hospitalizado na última sexta-feira após passar mal durante a madrugada, o ex-presidente Jair Bolsonaro manifestou a aliados que o visitavam na cadeia um notável otimismo com o desempenho do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, nas mais recentes pesquisas de intenção de voto divulgadas. O ex-mandatário, que cumpre pena de mais de 27 anos de prisão no Complexo da Papudinha, em Brasília, por tentativa de golpe de Estado, estava particularmente animado com a ascensão do filho nos levantamentos eleitorais.

Empate técnico com Lula nas pesquisas alimenta esperanças

No levantamento publicado pela consultoria Genial/Quaest, Flávio Bolsonaro aparece rigorosamente empatado com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ambos com 41% das intenções de voto em uma eventual disputa no segundo turno. Esta representou uma significativa evolução em relação a agosto do ano passado, quando o filho de Bolsonaro registrava apenas 32% das intenções de voto – nove pontos percentuais a menos. Enquanto isso, o petista, que anteriormente contava com 48% das intenções, registrou uma queda de sete pontos percentuais.

Um dos últimos aliados a visitar Bolsonaro na prisão foi o senador Wellington Fagundes (PL-MT), que esteve com o ex-presidente no dia 7 de março em um encontro que durou aproximadamente duas horas. O parlamentar, que pouco depois da reunião foi confirmado como pré-candidato do PL ao governo do Mato Grosso, relatou detalhes da conversa.

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Visita revela estado de ânimo e posterior deterioração da saúde

"Bolsonaro está otimista, sobretudo por causa do desempenho de Flávio nas últimas pesquisas de intenção de voto", afirmou Fagundes. "Falamos do cenário nacional, sobre a consolidação do filho dele nesses levantamentos e também sobre a situação política do Mato Grosso."

Durante a visita, o senador observou que o ex-presidente aparentava estar em bom estado de saúde, sem apresentar qualquer sinal de piora nas recorrentes crises de soluço que o afetam. Fagundes notou ainda que Bolsonaro estava "mais corado" do que em encontros anteriores e demonstrava firmeza na conversa, chegando a apresentar-se de maneira alegre durante o diálogo.

Contudo, a situação mudou drasticamente poucos dias depois. Jair Bolsonaro foi levado ao hospital na última sexta-feira depois de passar mal durante a madrugada. Segundo relato do próprio Flávio Bolsonaro, o pai acordou sentindo intensos calafrios e sofrendo com crises de vômito – sintomas que foram posteriormente diagnosticados como resultado de uma broncopneumonia. De acordo com a avaliação médica, o estado de saúde do ex-presidente é considerado grave.

Contexto político e implicações da internação

A combinação entre o otimismo político manifestado por Bolsonaro e sua súbita deterioração de saúde cria um cenário complexo no ambiente político brasileiro. Enquanto o ex-presidente demonstrava satisfação com a evolução do filho nas pesquisas eleitorais, sua condição de saúde preocupante levanta questões sobre como essa situação poderá afetar:

  • A dinâmica das pré-campanhas eleitorais
  • O moral da base aliada do Partido Liberal
  • As estratégias políticas da família Bolsonaro
  • O debate público sobre as condições carcerárias

O episódio também destaca a peculiar situação de um ex-presidente preso mantendo influência política ativa, mesmo enquanto enfrenta sérios problemas de saúde. A broncopneumonia que levou à internação de Bolsonaro representa mais um capítulo na série de complicações médicas que o ex-mandatário vem enfrentando desde o início de sua prisão.

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