Assembleia Legislativa do RN inicia ano legislativo de 2026 com ausência da governadora
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte deu início oficialmente aos trabalhos legislativos de 2026 nesta terça-feira, dia 3, com uma sessão solene realizada na sede do poder, localizada em Natal. O evento marcou o começo da 4ª Sessão Legislativa da 63ª Legislatura, que representa o último ano de mandato dos atuais deputados estaduais, os quais poderão buscar a reeleição ou não nas eleições de outubro.
Ausência da governadora e ajustes na agenda
Uma das ausências mais notáveis na cerimônia foi a da governadora Fátima Bezerra, do Partido dos Trabalhadores. Ela adiou sua ida ao Legislativo para realizar a tradicional leitura da mensagem anual do chefe do Poder Executivo. Segundo informações divulgadas pelo governo do estado, a alteração na agenda foi definida após contatos com o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o chefe da Casa Civil e a própria governadora.
"Em razão de ajustes na agenda, a leitura foi remarcada para o próximo dia 10", explicou o Poder Executivo em nota oficial. A governadora optou pela nova data devido a compromissos previamente agendados, conforme destacado na comunicação.
Cerimônia solene e momentos simbólicos
A solenidade de abertura incluiu uma revista às tropas da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, um ato simbólico em que o chefe do Legislativo passa em revista às forças de segurança posicionadas em frente à sede da Assembleia. Outro momento importante foi a foto oficial, que registrou a composição do parlamento estadual no início deste novo ano legislativo, preservando a memória institucional do período.
Cenário político e a possibilidade de mandato-tampão
Em 2026, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte poderá enfrentar um cenário político inédito desde a redemocratização: a eleição indireta de um governador e um vice-governador para um mandato-tampão. Isso ocorre porque o Partido dos Trabalhadores já indicou que Fátima Bezerra deverá ser candidata ao Senado neste ano, uma vez que, em seu segundo mandato, ela não pode se reeleger para o cargo de governadora.
Para se candidatar, Fátima precisará deixar o governo até o início de abril. No entanto, o vice-governador Walter Alves, do Movimento Democrático Brasileiro, anunciou em janeiro que não pretende assumir o cargo, pois deseja concorrer a deputado estadual. Da mesma forma, o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, do Partido da Social Democracia Brasileira, também não tem interesse em assumir o governo, visando garantir sua própria candidatura.
Com essa situação, o Poder Executivo poderá ficar sob o comando da presidência da Justiça Estadual por até 30 dias, até que os deputados estaduais elejam um governador e um vice para conduzir o governo até janeiro de 2027. Esse processo destaca a complexidade e as nuances do cenário político potiguar, com implicações significativas para a administração pública e a estabilidade institucional no estado.