A aurora boreal é e sempre será um dos atrativos mais impressionantes e imperdíveis do Canadá. Poucos roteiros no mundo reúnem tanta diversidade em uma única jornada quanto o oeste canadense. Em uma mesma viagem, o visitante pode sair do litoral do Pacífico, cruzar florestas temperadas, embarcar em trens panorâmicos, explorar parques nacionais entre geleiras e ainda seguir rumo ao extremo norte em busca da aurora boreal. O percurso tem experiências surpreendentes e pode ser traçado de várias maneiras.
Como chegar ao oeste canadense
O caminho mais comum para quem parte do Brasil em direção ao oeste canadense começa com um voo da Air Canada, operado com frequência a partir de São Paulo (Guarulhos) com conexão em Toronto ou Montreal. De ambas as cidades há voos diretos para Vancouver, na Colúmbia Britânica, ou para Calgary, em Alberta, ótimas opções para traçar sua rota.
Vancouver: a porta de entrada
Às margens do Oceano Pacífico, Vancouver é vista de cima pelo brilho dos seus prédios envidraçados. A cidade é compacta e possui diversas praias no seu entorno. Ótima para pedestres e ciclistas, convida ao ar livre. O Stanley Park, um dos maiores parques urbanos do mundo, abriga o Aquário de Vancouver, onde é possível ver uma baleia Beluga, entre outros animais marinhos. O aquário tem fins de educação e preservação das espécies. Em Victoria, na Ilha de Vancouver, em frente à cidade, é possível chegar de ferry ou de hidroavião. Uma das atrações mais procuradas são os Butchart Gardens, jardins de diferentes temáticas construídos em uma antiga pedreira de calcário. Outros passeios emblemáticos em Vancouver incluem: visitar o Capilano Park, a Grouse Mountain, fazer um passeio para avistar famílias de orcas no verão, ir de táxi aquático à Granville Island, passear pelo Harbourfront e pelos inúmeros parques da cidade.
The Canadian e o Rocky Mountaineer
O roteiro ferroviário entre Vancouver e as Montanhas Rochosas pode ser feito por dois trens que compartilham a mesma paisagem, mas propõem experiências opostas. O The Canadian é o trem mais lendário do país. Percorre durante todo o ano 4.466 quilômetros entre a Estação Union de Toronto e a Pacific Central Station de Vancouver. No percurso entre Toronto e Vancouver — com parada estratégica em Jasper — o trem oferece pernoite a bordo em leitos ou cabines privativas. É permitido também comprar por trechos; no trecho de Vancouver a Jasper (ou vice-versa), o trajeto dura cerca de 18 horas e dorme-se a bordo. É um dos maiores símbolos ferroviários do país e chegou a ser retratado na antiga nota de dez dólares canadenses, reforçando seu status de ícone nacional. Recomenda-se sempre viajar em leito, que inclui as três refeições a bordo, snacks e drinks durante todo o dia, atrações nos vagões lounge e acesso aos seus domos panorâmicos e ao vagão restaurante. Recomenda-se a quem vai viajar no The Canadian um dia livre na chegada ao destino, uma vez que este trem pode ter atrasos devido às longas distâncias que percorre.
No Rocky Mountaineer, os vagões são mais modernos e equipados com cúpulas de vidro 180 graus, garantindo visão panorâmica da paisagem. A companhia se diferencia por viagens exclusivamente durante o dia e somente nos meses de verão, permitindo que os passageiros aproveitem as paisagens das Montanhas Rochosas Canadenses em luz natural. O roteiro combina trechos ferroviários diurnos com pernoites em hotéis ao longo do caminho, não permitindo pernoite a bordo. Entre as rotas mais procuradas estão os trajetos entre Vancouver e Banff, Jasper ou Lake Louise, atravessando cânions, rios, geleiras e algumas das paisagens mais impressionantes do Canadá. O mundo ideal é testar os dois trens em um único roteiro ou em momentos diferentes, já que um complementa o outro!
Parque Nacional de Jasper
Com 11 mil quilômetros quadrados, o Parque Nacional de Jasper é o maior parque nacional das Montanhas Rochosas canadenses. Fundado em 1907, foi declarado Patrimônio Mundial da UNESCO. Entre as principais atrações está o Maligne Lake, o maior lago natural das Montanhas Rochosas, com 22 quilômetros de extensão, circundado por picos cobertos de neve e gelo. No coração do lago está a Spirit Island, uma das imagens mais fotografadas do Canadá. A vida selvagem em Jasper é abundante: alces caminham pelas ruas da cidade, ursos-negros e grizzlies aparecem nas bordas das estradas de setembro a outubro, e rebanhos de bighorn sheep frequentam os penhascos próximos da Icefields Parkway. Jasper é o único parque nacional urbano do Canadá a possuir a designação de Reserva de Céu Escuro, reconhecida pela Royal Astronomical Society of Canada, permitindo avistar céus estrelados como em um planetário. Com montanhas ao redor, pouca poluição luminosa e céus limpos de setembro a abril, a aurora boreal aparece com frequência de cerca de uma vez por semana. É lá também que o passeio Columbia Icefields, que leva visitantes à beira de um glaciar eterno, acontece.
Icefields Parkway: a estrada mais cênica do mundo
Entre Jasper e Lake Louise, a Icefields Parkway foi eleita uma das dez melhores rodovias do mundo pela Condé Nast Traveler por seus cenários de lagos turquesa, geleiras, cachoeiras, vales glaciares e fauna selvagem ao longo de cerca de 230 quilômetros. Afinal, passa por quatro parques nacionais canadenses. O Columbia Icefield, no centro do percurso, é um dos maiores campos de gelo das Montanhas Rochosas, com 325 km². Ao final da Parkway chega-se ao Lago Louise, um dos mais fotografados do mundo por conta das águas verde-esmeralda-turquesa brotando de uma geleira, enquadradas pelo maciço Victoria e pelo histórico hotel Chateau Lake Louise.
Banff e compras em Calgary
Banff, a cidade-parque no coração das Rochosas, é uma das mais visitadas do Canadá. Situada a 1.400 metros de altitude, combina charme alpino com infraestrutura de resort completa. De Banff até Calgary, a capital econômica de Alberta, são 130 quilômetros. De carro ou motorhome, cerca de 90 minutos. Calgary oferece centros comerciais modernos, outlets e uma vantagem econômica importante: Alberta não cobra imposto provincial de vendas (PST), o que resulta em preços cerca de metade menores do que em British Columbia ou Ontario para itens como roupas, eletrônicos e presentes.
Inclua Whitehorse e a aurora boreal no seu roteiro
Whitehorse, capital do território de Yukon, no noroeste do Canadá, é um dos melhores destinos para observar a aurora boreal. Com cerca de 28 mil habitantes, a cidade concentra quase 75% de toda a população do território. De avião, o trajeto entre Vancouver e Whitehorse leva cerca de 2h30 em voos diretos. De motorhome ou carro, são aproximadamente 2.400 km pela lendária Alaska Highway, em uma viagem de 28 a 32 horas de direção, normalmente dividida em vários dias. É possível também incluir Whitehorse voando para lá a partir de Calgary. O nome Whitehorse vem das corredeiras espumantes do rio Yukon que, à distância, lembravam as crinas de cavalos brancos. A dança das luzes no céu de inverno, um dos principais atrativos da região, transformou a cidade em um dos destinos astronômicos mais celebrados do mundo. A melhor temporada para ver a aurora boreal vai de dezembro a meados de maio, e da segunda semana de agosto a outubro, quando as noites são longas e escuras. O horário mais favorável costuma ser entre 23h e 3h da manhã, embora as aparições possam ocorrer antes ou depois, dependendo da atividade solar e da nebulosidade.
O Yukon Wildlife Preserve, localizado no território, é passagem obrigatória para quem quer encontrar os grandes mamíferos do Ártico e do subártico em seu habitat. O parque abriga alces, bisões-das-florestas, caribus, lobos, ursos-grizzly e os majestosos touros muskox.
Yukon no inverno
No inverno, o destino conta com atividades para toda a família. O dog sledding — passeio em trenó puxado por cães husky — é uma delas. O ice fishing (pesca no gelo) é uma tradição de inverno muito popular. A atividade acontece em lagos e rios congelados, onde os praticantes abrem buracos no gelo para pescar espécies como truta, lúcio e walleye. Há ainda um spa nórdico que combina piscinas termais ao ar livre, saunas, banhos frios e relaxamento contemplativo. O Eclipse Nordic Hot Springs é um spa termal de luxo localizado a cerca de 25 km de Whitehorse.
Yukon no verão
Durante o verão, Whitehorse se transforma em base para explorar o Parque Nacional de Kluane, patrimônio mundial da UNESCO que abriga geleiras gigantes e o Monte Logan, pico mais alto do Canadá, com 5.959 metros, e fica a duas horas a oeste de Whitehorse pela Alaska Highway. Seguindo a estrada, o viajante chega a Dawson City, a antiga capital do Klondike e epicentro da corrida do ouro de 1896. As ruas não pavimentadas e as fachadas históricas de madeira evocam os dias do ouro.
Liberdade sobre rodas
O roteiro pode ser feito integralmente de motorhome, do início ao fim, incluindo a subida ao Yukon, a partir de Vancouver ou Calgary. O veículo funciona como hotel, cozinha e transporte, reduzindo os custos de hospedagem ao longo do percurso e permitindo paradas em pontos estratégicos. O Canadá possui excelente infraestrutura para campings, estradas bem sinalizadas e cultura consolidada de road trips.
Ponte aérea entre o Brasil e o Canadá
A Air Canada é a única companhia aérea que opera voos diretos e diários do Brasil ao Canadá o ano inteiro, conectando São Paulo a Toronto e a Montreal com frequência e regularidade. A companhia canadense interliga o país inteiro com dezenas de voos domésticos diários para todas as províncias e territórios. A partir de dezembro de 2025, a Air Canada ampliou suas opções para o viajante brasileiro e inaugurou uma rota sazonal (de novembro a março) e direta entre Rio de Janeiro (Aeroporto Internacional do Galeão) e Toronto. A partir de Toronto, voos domésticos da própria Air Canada conectam cidades como Whitehorse, no território de Yukon. Outra vantagem da Air Canada é o direito ao stopover gratuito, desde que seja em Toronto ou Montreal. O stopover é a possibilidade de interromper a viagem em uma cidade de conexão por um ou mais dias antes de prosseguir ao destino final, sem custo adicional na passagem aérea. A Air Canada permite essa combinação: chegar em Toronto e sair por Montreal (ou o contrário), com o stopover gratuito.
Dólar mais vantajoso
O dólar canadense é mais barato que o euro e o dólar americano. Essa diferença tem impacto na experiência de viagem, com hotéis, refeições, atividades e ingressos de atrações com valores mais em conta. Para o viajante brasileiro, que converte seus reais em dólares canadenses, a equação torna o Canadá uma opção de viagem internacional com melhor custo-benefício.
Serviço
Confira os roteiros:
- Lusanova Tours Brasil
- Personal Canada
- TT Operadora



