O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou nesta terça-feira, 13 de janeiro de 2026, uma mudança estrutural na forma de analisar os pedidos de benefícios. A medida tem como objetivo principal organizar e acelerar a redução da fila de espera, que atualmente conta com quase 3 milhões de solicitações de aposentadorias e outros direitos previdenciários aguardando liberação.
Fila única nacional substitui atendimento regional
A principal novidade, publicada em portaria no Diário Oficial da União, é a criação de uma fila nacional unificada. Até então, o atendimento era organizado de forma regional, por estado e município, o que gerava tempos de espera desiguais em todo o país. Com a nova regra, os pedidos passarão a ser ordenados em uma lista única, seguindo a ordem de chegada, independentemente da localidade do segurado.
A fila nacional valerá para os benefícios de aposentadoria urbana, salário-maternidade urbano e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), este último destinado a idosos e pessoas com deficiência de famílias de baixa renda. A expectativa do INSS é equalizar o tempo de espera, que atualmente apresenta uma discrepância significativa, podendo variar de 40 dias a mais de 100 dias dependendo da região do Brasil.
Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) ganha novas diretrizes
A portaria também estabelece como os servidores e peritos do INSS devem priorizar os atendimentos dentro do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB). Este programa foi criado no ano passado pelo governo como uma força-tarefa para reduzir as filas da Previdência e inclui o pagamento de um bônus aos peritos pelas análises adicionais realizadas.
As novas normas definem critérios claros para a priorização dos processos dentro do PGB, garantindo que o trabalho extra seja direcionado de forma eficiente para onde a demanda é maior, sempre seguindo a ordem da nova fila nacional.
Impacto e expectativas para os segurados
A mudança é uma resposta direta ao enorme volume de processos pendentes, que soma milhões de brasileiros aguardando a concessão de direitos essenciais. A unificação é vista como um passo fundamental para tornar o sistema mais justo e previsível.
Ao centralizar e organizar a fila, o INSS espera não apenas reduzir o tempo médio de espera, mas também acabar com as disparidades regionais, onde alguns estados conseguiam analisar pedidos muito mais rápido que outros. A medida deve beneficiar, em especial, os solicitantes do BPC e de aposentadorias que residem em regiões com as filas mais longas.
A eficácia da nova sistemática, no entanto, dependerá da capacidade operacional do instituto em manter o ritmo de análise de acordo com a demanda unificada. A portaria entra em vigor imediatamente, e os segurados devem acompanhar as mudanças nos canais oficiais do INSS.