A FedEx, gigante americana de logística, anunciou uma mudança estrutural em sua presença no Brasil. Após 35 anos de operações no país, a empresa decidiu encerrar o serviço de entregas domésticas. A notícia, divulgada em 7 de janeiro de 2026, pegou muitos fornecedores e parceiros de surpresa.
O que muda na operação da FedEx no Brasil
A companhia não está deixando o país completamente. Ela vai manter duas frentes de negócio consideradas estratégicas: as remessas internacionais, tanto por via aérea quanto rodoviária, e os serviços de supply chain (cadeia de suprimentos). Em comunicado, a FedEx afirmou que essas áreas continuam sendo essenciais para conectar seus clientes no Brasil com os mercados globais.
A empresa também reforçou seu compromisso com os contratos vigentes. "Permanecemos totalmente comprometidos com o cumprimento de todas as obrigações contratuais e com a prestação de um serviço confiável aos nossos clientes", declarou a companhia.
Reestruturação e possíveis novos cortes
Apesar de manter parte das atividades, a reestruturação pode ir além. A FedEx avalia a possibilidade de encerrar o restante da operação rodoviária voltada para remessas internacionais ainda no primeiro trimestre de 2026. Isso indica um processo contínuo de ajuste e otimização de sua estrutura no mercado brasileiro.
A decisão reflete uma análise estratégica da companhia sobre a viabilidade e a competitividade de seus diferentes segmentos no país. O mercado de entregas domésticas no Brasil é extremamente disputado, com forte concorrência de empresas nacionais e internacionais, além do crescimento do comércio eletrônico.
Impacto e cenário futuro
O encerramento das entregas domésticas marca o fim de uma era para a FedEx no Brasil, que por mais de três décadas foi um player ativo neste segmento. A medida deve impactar a cadeia logística nacional, especialmente clientes corporativos que dependiam dos serviços integrados da empresa.
Por outro lado, o foco em remessas internacionais e supply chain sugere que a empresa pretende se concentrar em nichos onde possui maior expertise global e vantagem competitiva. A conectividade do Brasil com o exterior e a gestão de cadeias logísticas complexas para grandes corporações parecem ser o novo centro de sua estratégia local.
O movimento da FedEx se soma a uma série de reavaliações feitas por grandes empresas multinacionais sobre suas operações no Brasil, em um contexto econômico global desafiador. O desfecho dessa reestruturação será observado atentamente pelo mercado de logística e comércio exterior nos próximos meses.