Relator da PEC da Segurança elogia ministro, mas promete jogo duro para Lula no Congresso
Relator da PEC da Segurança elogia ministro, mas promete jogo duro

Relator da PEC da Segurança elogia novo ministro, mas indica jogo duro para Lula no Congresso

O deputado federal Mendonça Filho (União/PE), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, tem se destacado por suas declarações em relação ao novo ministro da Justiça e da Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. Apesar de ser um opositor declarado do governo Lula, Mendonça Filho tem feito elogios públicos ao novo auxiliar do presidente, sinalizando um possível diálogo, mas também deixando claro que o Executivo não terá um caminho fácil no Legislativo.

Encontro marcado para fevereiro

Os dois políticos devem se encontrar na primeira semana de fevereiro, assim que os trabalhos do Congresso Nacional forem retomados após o recesso parlamentar. A reunião tem como objetivo principal discutir a PEC da Segurança Pública, considerada uma das prioridades do governo Lula em um ano eleitoral crucial. Este encontro reflete a importância estratégica que a segurança pública assumiu no cenário político atual, com expectativas de que seja um tema central nas campanhas eleitorais, tanto para os adversários de Lula quanto para o próprio presidente.

Elogios e disposição ao diálogo

Em entrevista ao Radar, Mendonça Filho revelou que já conversou por telefone com Wellington César, sucessor de Ricardo Lewandowski no ministério. O relator descreveu o novo ministro como elegante, educado e aberto ao diálogo, destacando uma postura colaborativa que pode facilitar as negociações. No entanto, Mendonça Filho também fez questão de rebater as críticas feitas pelo Executivo federal ao seu relatório da PEC, enfatizando a independência do Congresso.

Resistência e defesa técnica

O Congresso não é uma casa carimbadora, afirmou Mendonça Filho, defendendo a solidez técnica de seu texto. Ele indicou que o governo Lula não terá um jogo fácil para emplacar mudanças no relatório, mas se mostrou aberto a debates. Estou aberto a ser convencido e a convencer, pontuou, sugerindo que, apesar da disposição para conversar, haverá uma negociação dura e baseada em argumentos técnicos. Esta postura reflete a complexidade do processo legislativo em um ano eleitoral, onde temas como segurança pública tendem a polarizar as discussões.

A situação ilustra o delicado equilíbrio entre cooperação e confronto no cenário político brasileiro, com a PEC da Segurança Pública servindo como um teste para as relações entre Executivo e Legislativo em 2026.