A oposição ao governo Lula já definiu a estratégia para a sessão desta terça-feira da Comissão Especial que debate o fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, estará presente no colegiado para prestar esclarecimentos sobre os impactos econômicos do texto defendido pelo Palácio do Planalto.
Posturas divergentes entre partidos de oposição
Enquanto membros do Partido NOVO devem se posicionar de forma diretamente crítica ao projeto, argumentando que mudanças na escala de trabalho acarretarão prejuízos aos empresários, os bolsonaristas do PL vão adotar uma postura mais comedida. No cálculo político, os aliados de Jair Bolsonaro avaliam que o partido poderia perder votos caso se posicionasse contra uma pauta de forte apelo popular.
Estratégia dos bolsonaristas
Os parlamentares do PL pretendem questionar Durigan quanto a pontos específicos do texto e buscar números e projeções sobre os impactos econômicos causados pelo fim da escala 6×1. Além disso, será proposta a inclusão de uma nova modalidade opcional de trabalho no projeto, na qual os trabalhadores receberiam de acordo com as horas trabalhadas, sem jornada diária mínima.
Os bolsonaristas também devem sugerir o escalonamento da redução da jornada em uma hora a cada ano, a partir de 2027, para que o impacto não seja imediato, até que se alcance a escala 5×2.
Contexto político e econômico
A sessão ocorre em meio a um debate acirrado sobre a reforma trabalhista. O ministro Dario Durigan deve apresentar dados sobre os efeitos econômicos da proposta, enquanto a oposição busca equilibrar críticas ao governo sem afastar eleitores que apoiam a redução da jornada.



