O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, anunciou em reuniões com representantes dos servidores estaduais que pagará a recomposição salarial, principal reivindicação da categoria. O percentual é de 11,5%, dividido em duas parcelas, que serão creditadas na conta do funcionalismo no segundo semestre.
Histórico da recomposição
A recomposição foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) em 2021, mas as duas últimas parcelas não foram pagas pelo ex-governador Cláudio Castro (PL), gerando insatisfação entre os servidores. A justificativa para o não pagamento era o déficit nas contas do governo, estimado em R$ 19 bilhões neste ano.
Compromisso assumido
Em uma reunião no Palácio Guanabara, solicitada pelo presidente da Comissão de Servidores Públicos da Alerj, Flávio Serafini (PSOL), Couto se comprometeu a pagar as perdas para ativos, aposentados e pensionistas. Inicialmente, a previsão era de que a primeira parcela fosse paga em junho e a segunda em outubro. No entanto, em encontro na terça-feira, 19, com representantes do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), o governo apresentou novas datas: agosto e novembro.
De acordo com Serafini, Couto afirmou que o pagamento é viável devido à expectativa de aumento de arrecadação. Os cortes na máquina pública, a adesão do Rio de Janeiro ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e a alta do petróleo, com elevação dos royalties, devem aliviar os cofres estaduais.
Próximos passos
Os servidores aguardam, nos próximos dias, a publicação do decreto que oficializa a recomposição. O governador em exercício já havia antecipado toda a tabela de salários deste ano e também a primeira parcela do 13º salário do funcionalismo.



