O Ministério da Fazenda realizou uma nova rodada de revisões em suas projeções econômicas para 2026, conforme a edição de maio do Boletim MacroFiscal, divulgada nesta segunda-feira, 18. Os impactos da guerra no Oriente Médio sobre variáveis como o preço do petróleo e a taxa de câmbio levaram a equipe econômica a ajustar suas expectativas, acompanhando o movimento do mercado.
Inflação no limite da meta
A projeção para o IPCA, índice oficial de inflação calculado pelo IBGE, foi elevada de 3,7% (estimativa de março) para 4,5%. Esse valor está no limite superior da banda de tolerância da meta de inflação, que é de 3% com variação de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. A meta é considerada descumprida se a inflação ficar fora desse intervalo por mais de seis meses consecutivos.
PIB mantido em 2,3%
Diferentemente da inflação, a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu inalterada em 2,3% para 2026. O boletim MacroFiscal, de periodicidade bimestral, apresenta as projeções de curto e médio prazo para os principais indicadores econômicos, além de análises conjunturais.
Segundo o documento, “o cenário internacional deteriorou-se de forma relevante desde o início do conflito entre EUA e Irã”. A cotação média do petróleo para 2026 subiu de US$ 73,09 para US$ 91,25 por barril, um aumento de aproximadamente 25%. Já a estimativa para o câmbio médio de 2026 passou de R$ 5,32 para R$ 5,16, uma apreciação de cerca de 3%, considerando o câmbio observado até abril. As expectativas também indicam uma Selic mais elevada para o fim do ano, de 13%, ante 12% na projeção anterior.



