As exportações mundiais de café verde — grão ainda não torrado e comercializado no mercado internacional — cresceram 0,8% em março na comparação com o mesmo mês do ano anterior, alcançando 11,7 milhões de sacas de 60 quilos, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (19) pela Organização Internacional do Café (OIC).
Desempenho por tipo de café
O resultado reflete comportamentos distintos entre os principais tipos de café negociados globalmente. O robusta, variedade mais utilizada em cafés solúveis e em misturas, registrou forte expansão, enquanto parte do mercado de arábica apresentou desempenho mais moderado ou até retração.
As exportações de robusta avançaram 24% em relação a março do ano passado e atingiram o recorde de 5,52 milhões de sacas. O principal impulso veio do Vietnã, maior produtor mundial dessa variedade, cujos embarques cresceram 30,3% no período.
Cafés arábica: altos e baixos
Já a categoria chamada de “outros suaves”, que reúne cafés arábica produzidos em países da América Central, como Honduras, Guatemala e Nicarágua, teve alta de 0,9%, para 2,59 milhões de sacas. Na Colômbia, as exportações de arábicas suaves caíram 33,8%, para 880 mil sacas, em meio a dificuldades de abastecimento no mercado local.
No caso do Brasil, o recuo ocorreu nas exportações de arábicas naturais, categoria que representa uma das principais especialidades do país no comércio internacional. Esse tipo de café pertence à variedade arábica, conhecida por seu maior valor agregado e ampla utilização em cafés de melhor qualidade. As exportações brasileiras desse segmento caíram 16,8% em março, totalizando 2,71 milhões de sacas.
Contexto de sustentabilidade
A produção de café arábica da Cooxupé, uma das principais cooperativas do Brasil, atende a rigorosas exigências do mercado que busca por produtos cada vez mais sustentáveis. O cenário global reforça a importância de práticas sustentáveis para manter a competitividade no mercado internacional.



