Procon multa bar na Lapa por proibir entrada de americanos e israelenses
Procon multa bar na Lapa por discriminar americanos e israelenses

Procon aplica multa a estabelecimento na Lapa por prática discriminatória

O Procon Carioca multou, neste sábado (4), um bar localizado na Lapa, região central do Rio de Janeiro, no valor de R$ 9.520. A ação foi tomada após a constatação de que o estabelecimento exibia uma placa na entrada com a mensagem em inglês afirmando que "cidadãos dos Estados Unidos e de Israel não são bem-vindos".

Conduta considerada abusiva e vedada pelo Código do Consumidor

De acordo com a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, a prática foi classificada como abusiva e discriminatória, sendo expressamente proibida pelo Código de Defesa do Consumidor. A legislação veda qualquer forma de recusa de atendimento sem justificativa legítima, bem como situações que coloquem o consumidor em constrangimento ou discriminação.

A Secretaria enfatizou que as relações de consumo devem ser pautadas por princípios fundamentais, incluindo:

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  • Boa-fé nas transações
  • Transparência nas informações
  • Respeito à dignidade humana

Foi destacado que é inadmissível qualquer tipo de distinção baseada em origem, nacionalidade ou critérios similares no acesso a serviços comerciais.

Fiscalização e resposta do estabelecimento

O Procon Carioca considerou que o bar estava restringindo ilegalmente o acesso de consumidores ao exibir a mensagem discriminatória. A multa aplicada reflete a gravidade da infração cometida pelo estabelecimento.

Até o momento da última atualização desta reportagem, os representantes do bar não foram localizados para comentar sobre o caso. A ausência de manifestação por parte do estabelecimento não impede a aplicação das sanções administrativas determinadas pelo órgão de defesa do consumidor.

Este caso serve como alerta para outros estabelecimentos comerciais sobre a importância de respeitar os direitos fundamentais dos consumidores, independentemente de sua nacionalidade ou origem. A fiscalização continuará atuando para coibir práticas discriminatórias no comércio carioca.

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