TJRO recebe primeiro estagiário surdo por projeto de inclusão
Primeiro estagiário surdo inicia atividades no TJRO

O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) marcou um marco histórico nesta semana ao receber o seu primeiro estagiário surdo. A iniciativa é fruto do projeto TJRO+INCLUSIVO, criado para ampliar a participação de pessoas com deficiência no Judiciário estadual.

Quem é o novo estagiário

O jovem que está escrevendo essa nova página é Emanuel Roberto Carvalho, de 22 anos. Ele é estudante do curso de Letras/Libras na Universidade Federal de Rondônia (Unir). Selecionado por meio do programa de inclusão, Emanuel vai atuar no Fórum Geral de Porto Velho, mais especificamente na Central de Atendimento.

Seu primeiro dia de trabalho foi marcado por um gesto significativo: a recepção foi feita inteiramente em Língua Brasileira de Sinais (Libras). No setor onde ficará lotado, ele contará com suporte para facilitar a comunicação no cotidiano das atividades.

Emoção e superação de barreiras

Emocionado, Emanuel compartilhou sua felicidade com a oportunidade inédita. Ele ressaltou que a vaga é um passo importante para aumentar a presença de pessoas surdas em ambientes profissionais.

“Sou uma pessoa surda e estou muito feliz e profundamente emocionado por trabalhar no Tribunal de Justiça”, declarou. “Quando cheguei aqui pela primeira vez, imaginei que teria muitas dificuldades de comunicação, mas logo fui recebido por pessoas que sabem Libras, o que me fez sentir verdadeiramente incluído”, completou o estagiário.

O projeto que viabilizou a inclusão

O projeto TJRO+INCLUSIVO foi criado em 2022 com um objetivo claro: aumentar a participação de pessoas com deficiência nos programas de estágio do Poder Judiciário de Rondônia. A iniciativa é abrangente e contempla:

  • Estudantes do ensino médio.
  • Alunos do ensino superior.
  • Cursantes de Letras-Libras.

Segundo o TJRO, a medida também ajuda a cumprir as metas de inclusão estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Dessa forma, o projeto amplia concretamente o acesso de pessoas com deficiência às oportunidades dentro do Judiciário estadual, indo além do discurso e promovendo ações efetivas.

A chegada de Emanuel ao tribunal não é apenas um caso isolado, mas sim um símbolo de uma política institucional que busca refletir a diversidade da sociedade nos seus quadros, começando pelos programas de estágio.