O sindicato dos trabalhadores da Samsung anunciou a suspensão da greve total que começaria na quinta-feira (21), após chegar a um acordo salarial provisório com a empresa. A paralisação, que poderia afetar a produção de chips usados em inteligência artificial e outros produtos, foi interrompida para que o acordo seja submetido à votação dos trabalhadores.
Detalhes do acordo
O líder sindical, Choi Seung-ho, informou a jornalistas que a votação ocorrerá entre os dias 22 e 27 de maio. Inicialmente, o sindicato havia planejado uma greve de 18 dias envolvendo quase 48 mil membros. A Samsung Electronics, em comunicado separado, confirmou que as duas partes chegaram a um acordo provisório sobre salários e negociações coletivas, comprometendo-se a “construir relações trabalhistas maduras e construtivas”.
Negociações e mediação
O acordo de última hora ocorreu após vários dias de negociações fracassadas. Na quarta-feira (20), o sindicato havia anunciado que manteria a greve, mas as conversas foram retomadas mais tarde com a mediação do ministro do Trabalho da Coreia do Sul, Kim Young-hoon. As principais divergências giravam em torno da distribuição dos bônus de desempenho entre a lucrativa divisão de memória e os negócios de chips lógicos, que operam com prejuízo. Choi afirmou que houve um acordo sobre a forma de distribuir os lucros das áreas deficitárias e que os detalhes do plano provisório serão divulgados em breve no site do sindicato.
Impacto econômico
A Samsung representa quase um quarto das exportações da Coreia do Sul e é a maior fabricante de chips de memória do mundo. Uma interrupção na produção poderia pressionar ainda mais os preços, especialmente em um momento em que o avanço da inteligência artificial tem aumentado a demanda por chips. Choi expressou esperança de que os trabalhadores aprovem o acordo salarial, afirmando: “Faremos o possível para estabilizar as relações entre trabalhadores e gestão na Samsung Electronics daqui para frente”.



