Boeing contrata até 140 trabalhadores por semana em ritmo recorde para produção de aviões
Boeing contrata 140 por semana em ritmo recorde para produção

Boeing intensifica contratações com ritmo semanal recorde desde 2024

A Boeing está realizando uma expansão significativa em sua força de trabalho fabril, contratando entre 100 e 140 trabalhadores por semana. Este ritmo representa o mais acelerado observado desde o ano de 2024, conforme revelado por um líder sindical. A medida visa substituir aposentados e ampliar a equipe para sustentar taxas de produção elevadas e o desenvolvimento de novos modelos de aeronaves.

Crescimento da base sindicalizada e demandas de produção

Os trabalhadores sindicalizados da fábrica da Boeing na região do noroeste do Pacífico já ultrapassam a marca de 34 mil funcionários, com números continuando a subir. A informação foi confirmada por Jon Holden, da Associação Internacional de Maquinistas e Trabalhadores Aeroespaciais (IAM).

"Estamos vendo um grande interesse à medida que contratamos em Puget Sound e em toda a empresa para apoiar nossos aumentos na taxa de produção", declarou um porta-voz da Boeing em comunicado à Reuters.

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O IAM representava aproximadamente 33 mil trabalhadores da Boeing na região em 2024, período em que Holden liderou o sindicato local durante uma greve de sete semanas por um novo contrato coletivo.

Necessidades específicas para linhas de produção e modelos

A Boeing necessita de pessoal adicional para operar uma quarta linha de produção na área de Seattle, denominada Linha Norte, dedicada ao jato de corredor único 737 MAX. Este modelo tem se consolidado como um verdadeiro sucesso de vendas para a fabricante.

Além disso, a empresa precisa dar suporte à produção do jato de grande porte 777X, que ainda aguarda certificação das autoridades reguladoras, e repor os trabalhadores que estão se aposentando.

"Portanto, não se trata apenas daqueles que trabalham na Linha Norte", explicou Holden, que recentemente assumiu como vice-presidente de treinamento e aprendizagem do sindicato. "Serão, você sabe, aqueles que precisam trazer peças, logística e armazenamento. Será o ferramental, será o transporte."

Contexto do setor aeroespacial e mercado de trabalho

No Estado de Washington, os empregos na manufatura aeroespacial apresentaram uma trajetória de recuperação. Após cair para cerca de 79.000 em agosto do ano passado, o número subiu consistentemente para 81.800 em fevereiro, conforme dados do Departamento de Segurança do Emprego estadual.

As empresas do setor aeroespacial estão em processo de contratação para atender a uma demanda multifacetada:

  • Necessidade das companhias aéreas por jatos mais eficientes em termos de combustível
  • Expansão do boom espacial comercial
  • Aumento dos gastos com defesa devido a tensões geopolíticas globais e conflitos em andamento no Oriente Médio e na Ucrânia

Karen Arlak, diretora de recursos humanos da Honeywell Aerospace, destacou que sua empresa planeja adicionar mais de 1.200 cargos este ano em áreas como engenharia e fabricação. Este crescimento é impulsionado pela expansão dos setores de pós-venda comercial, defesa e espacial.

Desafios pós-pandemia e perspectivas futuras

O setor aeroespacial tem enfrentado um déficit de trabalhadores qualificados desde o término da pandemia da Covid-19, quando as operações retomaram o crescimento. A demanda atual da Boeing por trabalhadores de fábrica, embora expressiva, ainda está abaixo das contratações agressivas realizadas em 2023 e 2024, período de recuperação pós-pandemia.

"Acho que essa é mais uma rampa sustentada, com a qual me sinto bem, desde que a economia continue a avançar, desde que as companhias aéreas continuem a manter seus pedidos", avaliou Holden, expressando otimismo cauteloso sobre a sustentabilidade do atual ciclo de contratações.

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