Haddad planeja saída tranquila da Fazenda em fevereiro; Durigan é favorito
Haddad mira transição suave na Fazenda para fevereiro

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está se preparando para deixar o cargo em fevereiro de 2026, e seu principal objetivo é garantir uma transição de governo sem sobressaltos que possa preocupar os agentes econômicos. A informação é baseada em avaliações de auxiliares próximos ao chefe da equipe econômica.

Um "pouso suave" em ano eleitoral

A saída de Haddad do comando da pasta econômica está prevista para o próximo mês, e a prioridade máxima é assegurar um processo tranquilo. Em um ano eleitoral, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscará um quarto mandato, evitar turbulências no mercado é considerado um ponto fundamental para a estratégia do governo.

Segundo interlocutores do ministro, a ideia é que a transição seja um "pouso suave", sem mudanças bruscas de direção que possam prejudicar a administração. Haddad está "mais do que decidido" a passar o bastão e deve iniciar as tratativas formais assim que retornar oficialmente aos trabalhos em Brasília, na próxima semana.

Dario Durigan é o nome na frente para a sucessão

O principal candidato a assumir o Ministério da Fazenda no último ano do terceiro governo Lula é o atual secretário-executivo da pasta, Dario Durigan. A avaliação interna é de que ele reúne as qualidades ideais para o momento.

Entre os pontos fortes de Durigan citados pelos auxiliares estão:

  • Boa relação direta com o presidente Lula.
  • Trânsito fluente e produtivo no Congresso Nacional, habilidade crucial para a condução da agenda econômica.

Apesar da forte indicação e do apoio de Haddad, a decisão final sobre o nome do sucessor cabe exclusivamente ao presidente Lula. Os novos capítulos dessa história devem ser escritos a partir da semana que vem, quando os diálogos oficiais terão início.

O contexto e os próximos passos

A movimentação ocorre em um momento delicado. Haddad apresentou um projeto de lei crucial para sua gestão há mais de um ano, e a continuidade das políticas é um ponto de atenção. O ministro pretende conversar pessoalmente com Lula após seu retorno a Brasília para alinhar todos os detalhes da passagem de comando.

O planejamento meticuloso para a saída reflete a preocupação em manter a estabilidade e a credibilidade da política econômica em um período sensível, mostrando que a equipe busca minimizar qualquer ruído durante a troca no comando da Fazenda.