Santos trava venda da SAF: estatuto limita venda a 49% do clube
Santos trava venda da SAF por limite de 49% no estatuto

A transformação do Santos em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) esbarra em uma barreira legal interna. O processo de venda do clube está, neste momento, travado pela necessidade de uma mudança crucial em seu estatuto social.

O principal obstáculo para a venda

De acordo com as regras atuais que regem o Santos Futebol Clube, um eventual comprador pode adquirir, no máximo, 49% das ações. Essa limitação cria um impasse significativo, pois inviabiliza o interesse de investidores que buscam o controle majoritário do negócio. Para que uma venda da SAF aconteça de fato, é preciso alterar essa regra, um processo que demanda tempo e aprovação dos sócios do clube.

Interesse bilionário e a corrida contra o tempo

Enquanto o Santos discute internamente as alterações estatutárias, há propostas concretas sobre a mesa. Informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, revelaram que a família Santo Domingo apresentou uma oferta pelo controle do clube. A família, uma das mais ricas da Colômbia e grande acionista da gigante de bebidas AB InBev, estaria disposta a investir entre 800 milhões e 1 bilhão de reais.

Essa proposta, no entanto, só se torna viável se o Santos conseguir modificar seu estatuto para permitir a venda de uma fatia superior a 50%, transferindo assim o controle efetivo. O interesse de um grupo tão relevante internacionalmente coloca ainda mais pressão sobre a diretoria para resolver a questão legal o mais rápido possível.

Contexto esportivo e futuro

O debate sobre a SAF do Santos ocorre em um momento de efervescência dentro de campo. A equipe, que vive um momento de reconstrução, conta com o retorno de ídolos como Neymar, que vem demonstrando grande forma. O atacante, por exemplo, marcou cinco gols nos últimos três jogos pelo Peixe, aquecendo o ambiente e aumentando o valor de marca do clube no mercado.

A resolução do impasse estatutário é, portanto, o próximo passo decisivo para o futuro do Santos. Definir as regras do jogo corporativo é a condição fundamental para destravar os investimentos necessários para que o clube possa planejar seu futuro com segurança financeira e competitividade esportiva.