Redução da jornada 6×1 pode impulsionar empreendedorismo, diz ministro
Redução da jornada 6×1 impulsiona empreendedorismo, diz ministro

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, afirmou que a redução da jornada de seis dias de trabalho por um de descanso (escala 6×1) trará benefícios não apenas para a qualidade de vida, mas também para a economia, ao estimular novas iniciativas empreendedoras. A declaração foi feita durante o programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nesta terça-feira (28).

Impacto positivo no empreendedorismo

Segundo Pereira, a redução da jornada criará mais tempo livre para as pessoas, aumentando a autonomia para consumo e para empreender. “Objetivamente falando, a redução é boa para o empreendedorismo. Ela vai criar mais tempo livre para as pessoas, mais autonomia para consumir e, inclusive, para empreender”, avaliou.

O ministro defendeu que não há incompatibilidade entre a redução da escala 6×1 e o empreendedorismo. Pelo contrário, o “espírito da autonomia” e da liberdade de escolha sobre o uso do tempo está na essência da proposta. “O que estimula o empreendedorismo é, muitas vezes, a busca por autonomia”, reforçou.

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Geração de novos negócios

Pereira está convencido de que, se a nova escala com dois dias de folga semanal for aprovada, o empreendedorismo no Brasil crescerá. “Teremos um monte de gente usando esse tempo novo para fazer mais renda, seja com aplicativo, com um serviço novo, ou para se preparar para uma mudança de carreira”, acrescentou.

O ministro destacou que o impacto na economia pode ser positivo tanto para o fortalecimento do mercado interno quanto para a geração de novos negócios e novas forças de trabalho.

Benefícios para trabalhadores de baixa renda

Paulo Pereira enfatizou que a redução da jornada afetará positivamente, em especial, os trabalhadores de menor renda. Essas pessoas, em geral, moram mais longe e dedicam mais tempo ao trabalho. “São pessoas que têm mais dificuldades”, argumentou.

O ministro rebateu críticas à proposta, classificando-as como repetições de discursos históricos de uma elite que, no passado, foi contrária ao fim da escravidão e aos direitos trabalhistas. “Esse medo já existiu quando a gente implementou o salário mínimo, quando a gente implementou as férias, o décimo terceiro. Até quando acabaram com a escravidão existiu muito desse discurso”, disse.

“Toda vez que a gente apresenta uma nova gama de direitos aos trabalhadores, surge o medo de que o aumento de custo vai afetar a produtividade brasileira e que a economia brasileira vai acabar. E ela nunca acaba. Continua forte”, acrescentou.

Medidas de suavização

O governo estará atento para adotar medidas que amenizem eventuais impactos da mudança, mas em situações específicas ainda a serem avaliadas. Segundo Pereira, entre 10% e 15% dos empreendedores poderão sentir algum efeito, o que representa “pouca gente” em um universo de quase 45 milhões de pessoas. “Estamos falando de quatro ou cinco milhões de pessoas que podem ter algum impacto caso a escala 6 por 1 seja aprovada. Mas o governo está se esforçando para criar mecanismos de suavização desse impacto”, afirmou.

Entre as possíveis medidas, o ministro citou benefícios fiscais, mais apoio e crédito. “Vamos criar uma regra que seja boa para todo mundo. O governo não vai deixar ninguém para trás. Vamos cuidar daqueles que possam ter algum impacto e criar soluções específicas para eles”, concluiu.

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