Polícia não encontra sinais de violência na morte de jovem em Parnaíba
Polícia não vê violência na morte de jovem em Parnaíba

A Polícia Civil do Piauí informou, nesta terça-feira (28), que não identificou sinais ou vestígios externos que possam indicar morte violenta no corpo de Leandra Fontenele Galeno, de 26 anos, encontrada morta em um terreno baldio em Parnaíba, no litoral do estado. O corpo foi localizado na manhã de segunda-feira (27).

Detalhes da descoberta

A jovem estava deitada de barriga para cima, vestia um vestido, mas não usava roupa íntima. Próximo ao corpo, foram encontrados uma bicicleta, uma bolsa sem documentos e uma peça íntima. A principal suspeita é de morte por overdose, porém a confirmação depende de exames periciais.

Histórico da vítima

Leandra era dependente química, vivia em situação de rua e já tinha passagens por crimes como tráfico, associação para o tráfico e desacato. Segundo o delegado Maikon Kaesther, da Polícia Civil de Parnaíba, o companheiro da jovem foi ouvido e relatou que ela estava há 12 dias sem usar drogas. No fim de semana, no entanto, ela teria tido uma recaída. O homem disse que tentou procurá-la no domingo, mas não conseguiu encontrá-la.

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“Ela era usuária de droga de nível extremo e infelizmente acabava se prostituindo pra sustentar o vício”, comentou o delegado.

Investigação em andamento

Um exame para apurar a possibilidade de crime sexual foi realizado, mas, de forma preliminar, o médico legista informou à polícia que não foram encontrados indícios de violência. A polícia destacou ainda que pretende ouvir outras pessoas que estavam com a jovem antes da morte e que também aguarda o resultado do exame toxicológico, que deve indicar se houve consumo de drogas e se isso provocou a morte. O laudo pode levar cerca de 30 dias para ficar pronto.

Enquanto o resultado não sai, o caso foi registrado como “morte a esclarecer” e segue em Verificação Preliminar de Informação (VPI), procedimento usado quando ainda não há elementos suficientes para abertura de inquérito policial.

Histórico de violência

Leandra foi vítima de violência dois meses antes de morrer. No dia 27 de fevereiro, ela foi esfaqueada no braço e nas costas dentro do Cemitério da Fraternidade, também em Parnaíba, após uma discussão. Na ocasião, uma mulher foi presa suspeita do ataque, e outra foi levada à Central de Flagrantes por ajudar na fuga. Segundo a Polícia Militar, as duas foram localizadas em um táxi na BR-343, a caminho de Piracuruca, após abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A Polícia Civil informou que, a princípio, não há indícios de ligação entre o caso e a morte.

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