A companhia aérea Azul deu um passo decisivo para encerrar seu processo de recuperação judicial. Nesta semana, a empresa colocará no mercado uma oferta de ações no valor total de R$ 7,4 bilhões. A operação, comunicada ao mercado na noite de terça-feira, 6 de janeiro de 2026, é uma etapa fundamental do plano de reestruturação que recebeu aval da Justiça dos Estados Unidos no início de dezembro de 2025.
Detalhes da Emissão e Formato de Negociação
A Azul emitirá um volume colossal de papéis. Serão 723,8 bilhões de ações ordinárias, que conferem direito a voto nas assembleias, e mais 723,8 bilhões de ações preferenciais. Para viabilizar a negociação no mercado, os papéis serão agrupados em cestas.
O preço unitário de emissão foi fixado em R$ 0,00013527 para cada ação ordinária e R$ 0,01014509 para cada ação preferencial. Dessa forma, uma cesta de um milhão de ações ordinárias terá o valor negociável de R$ 135,27. Já a cesta de dez mil ações preferenciais equivalerá a R$ 101,45.
Cronograma e Coordenação da Oferta
As novas ações começarão a ser negociadas a mercado a partir de 8 de janeiro de 2026, com liquidação prevista para o dia seguinte, 9 de janeiro. O encerramento oficial da oferta está marcado para 16 de junho de 2026. A operação terá o banco UBS BB atuando como coordenador líder.
Consequências e Contexto da Reestruturação
Esta emissão de ações é parte integrante do plano de recuperação judicial da Azul. O modelo aprovado prevê, entre outras medidas, a conversão de dívidas em participação acionária da companhia. Como resultado direto desse processo, os atuais sócios da empresa sofrerão uma diluição significativa em suas participações.
A conclusão bem-sucedida desta oferta representa o capítulo final de um longo processo de reestruturação, crucial para a reestabilização financeira e a continuidade das operações da segunda maior companhia aérea do Brasil.