O volume de serviços no Brasil registrou uma queda de 1,2% em março de 2026 na comparação com fevereiro, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 15 de maio. O resultado interrompe a sequência de estabilidade observada no mês anterior e sinaliza uma desaceleração mais ampla do setor, com retração em todas as cinco atividades pesquisadas.
Desempenho mensal e comparação histórica
Apesar do recuo mensal, o setor de serviços ainda opera 18,2% acima do nível registrado antes da pandemia, em fevereiro de 2020. No entanto, o desempenho de março deixou o volume 1,7% abaixo do pico histórico alcançado em outubro de 2025. A queda foi puxada principalmente pelo segmento de transportes, que recuou 1,7% no mês, devolvendo os ganhos acumulados no início do ano.
Setores que mais contribuíram para a retração
Além dos transportes, outros segmentos também apresentaram queda. Os serviços profissionais, administrativos e complementares recuaram 1,1%, enquanto informação e comunicação caíram 0,9%. Outros serviços tiveram retração de 2,0%, e os serviços prestados às famílias diminuíram 1,5%. No caso dos serviços às famílias, a redução foi influenciada principalmente pela menor receita de hotéis. Já no segmento de informação e comunicação, o recuo mensal ocorre após três meses consecutivos de avanço.
Crescimento anual ainda positivo
Apesar da perda de força em março, o setor ainda apresenta crescimento na comparação anual. Frente ao mesmo mês de 2025, o volume de serviços avançou 3%, marcando o 24º resultado positivo consecutivo nessa base de comparação. No acumulado do primeiro trimestre, a alta foi de 2,3%.
Destaques positivos no comparativo anual
Entre os setores que se destacaram no comparativo anual, o de informação e comunicação liderou com avanço de 7,9%, impulsionado por telecomunicações, consultoria em tecnologia da informação, serviços de hospedagem na internet e plataformas digitais. Os transportes também cresceram na comparação anual, com alta de 2%, puxados principalmente pelo transporte rodoviário de cargas e passageiros, além de serviços ligados à navegação e concessões rodoviárias. Já os serviços profissionais e administrativos avançaram 1,1%, beneficiados por atividades como serviços jurídicos, engenharia, segurança privada e intermediação de negócios por aplicativos e plataformas de e-commerce.
Acumulado em 12 meses
No acumulado de 12 meses, o setor de serviços apresentou expansão de 2,8%, mantendo o mesmo ritmo observado em fevereiro, mas registrando a taxa mais fraca desde outubro de 2024. Os dados indicam que, embora o setor continue em crescimento, o ritmo de recuperação perde força, exigindo atenção para os próximos meses.



