Pesquisa revela que quase 60% dos brasileiros não conseguem poupar dinheiro
Quase 60% dos brasileiros não conseguem poupar dinheiro

Pesquisa aponta que quase 60% dos brasileiros não conseguem poupar dinheiro

Uma pesquisa realizada pela Quiddity, divulgada nesta quinta-feira, 26 de março de 2026, revela um cenário preocupante sobre as finanças dos brasileiros. O estudo indica que 58% dos entrevistados encerraram o mês sem sobras do salário ou até mesmo gastaram mais do que receberam, evidenciando uma dificuldade generalizada em acumular reservas financeiras.

Mulheres são as mais afetadas pela falta de poupança

Os dados mostram uma disparidade significativa entre gêneros. Entre as mulheres, a situação é ainda mais crítica, com aproximadamente 64% relatando incapacidade de guardar dinheiro, enquanto entre os homens esse índice cai para 53%. Essa diferença destaca desafios econômicos específicos enfrentados pelas mulheres no país.

Impactos emocionais da instabilidade financeira

A pesquisa também investigou os efeitos psicológicos dessa realidade. Entre os indivíduos que não conseguem poupar, 55% dos entrevistados reportam sofrer de ansiedade incessante, e 39% manifestam sentimentos de exaustão ou frustração. Esses números sublinham como as dificuldades financeiras podem afetar diretamente o bem-estar mental da população.

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Otimismo pessoal versus pessimismo nacional

Apesar das adversidades, há um contraste marcante nas perspectivas dos brasileiros. 85% dos participantes estimam uma melhora na própria vida financeira ao longo de 2026, demonstrando esperança e resiliência individual. No entanto, quando questionados sobre a situação econômica do país, apenas 34% acreditam em uma melhora, enquanto a maioria, 66%, não vê perspectivas positivas para o cenário nacional.

Metodologia e confiabilidade do estudo

A Quiddity conduziu a pesquisa entre 26 de janeiro e 9 de fevereiro de 2026, ouvindo 1.355 pessoas de todas as regiões do Brasil e de todas as classes sociais, por meio da internet. O estudo possui uma margem de erro de 3,5 pontos percentuais e um nível de confiança de 95%, garantindo robustez estatística aos resultados apresentados.

Esses achados reforçam a necessidade de políticas públicas e iniciativas privadas voltadas para a educação financeira e o apoio econômico, especialmente para grupos mais vulneráveis, como as mulheres. A combinação de otimismo pessoal com ceticismo nacional reflete um momento complexo na economia brasileira, onde a confiança no futuro individual nem sempre se traduz em fé nas instituições e no panorama geral.

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