O governo brasileiro acionou o modo emergência para garantir o suprimento de energia elétrica em agosto, diante do risco de apagão. A semana de assinatura dos contratos do maior leilão de potência da história do setor elétrico começou com medidas urgentes do Ministério de Minas e Energia (MME).
Leilão de Reserva de Capacidade
O Leilão de Reserva de Capacidade deste ano, que prevê investimentos de 64,5 bilhões de reais, foi vencido por empresas como Eneva, Âmbar, Petrobras e New Fortress Energy. A assinatura dos contratos está prevista para os próximos dias, mas o MME já enviou um ofício à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) solicitando prioridade máxima na tramitação dos contratos. O objetivo é antecipar o início do suprimento das térmicas para agosto, no início do segundo semestre.
Risco de falta de potência
De acordo com o governo, não se trata de falta de energia, mas sim de risco de falta de potência no fim do dia. Quando a energia solar desaparece e a eólica oscila, o sistema precisa de fontes despacháveis para sustentar o pico de consumo. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) já vinha emitindo alertas estruturais sobre o atendimento dos critérios de potência do Sistema Interligado Nacional (SIN) em cenários de estresse. O histórico recente registra ocorrências em que a margem operativa ficou apertada.
Reações do setor
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) entrou nesta segunda-feira, 18, com um pedido de suspensão da assinatura na Justiça Federal de São Paulo. A ação se soma à da Associação Brasileira de Energias (Abraenergias), que foi indeferida pela Justiça do Distrito Federal no dia 11.
O setor elétrico brasileiro enfrenta desafios para garantir a segurança do fornecimento, especialmente em horários de pico. A medida do MME busca acelerar a entrada em operação de usinas térmicas, que podem ser acionadas rapidamente para suprir a demanda. No entanto, a iniciativa enfrenta resistência de alguns setores, que questionam a urgência e os custos envolvidos.



