O cenário dos mercados financeiros nesta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, apresenta um movimento divergente que capta a atenção dos investidores. De um lado, os minérios, com destaque para o ouro, registram valorizações robustas. Do outro, o petróleo perde força, criando uma dinâmica de disputa entre as principais commodities globais.
Metais preciosos em alta: ouro brilha com força
Os metais preciosos seguem uma trajetória ascendente, impulsionados principalmente pela busca por ativos de proteção em um contexto de tensões geopolíticas. O ouro se destaca, com uma valorização de 0,8% no dia, atingindo a cotação de US$ 4.485,39 por onça. Esse movimento positivo ocorre após uma sessão anterior ainda mais expressiva, com alta de quase 3%.
No mercado futuro, os contratos com vencimento em fevereiro também avançaram, registrando alta de 1% e chegando a US$ 4.496,10. O desempenho histórico do metal é notável: em todo o ano de 2025, o ouro acumulou uma valorização impressionante de 64,4%, marcando seu melhor desempenho anual desde 1979.
Minério de ferro e cobre: alta sustentada por tendências de longo prazo
A valorização não se limita aos metais preciosos. Commodities industriais como o minério de ferro e o cobre também apresentam alta, mas os motivos por trás desse movimento são diferentes e estão ligados a megatendências estruturais.
O avanço da transição energética global, os saltos tecnológicos e uma crescente preocupação com uma possível escassez global de cobre sustentam os preços. Esses metais são considerados peças fundamentais para a eletrificação das economias, a expansão das redes de energia e a produção em massa de veículos elétricos.
Esse cenário revela uma estratégia dupla por parte dos investidores: buscar proteção no curto prazo com ativos como o ouro, ao mesmo tempo em que fazem apostas estratégicas no crescimento de longo prazo, representado por commodities essenciais para a nova economia.
Petróleo na direção oposta: notícias da Venezuela pressionam preços
Enquanto os minérios sobem, o mercado de petróleo opera em sentido contrário. Os preços perderam força impulsionados por notícias envolvendo a Venezuela. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país fechou um acordo para importar US$ 2 bilhões em petróleo bruto venezuelano.
Essa informação exerceu pressão para baixo nas cotações. O barril do Brent, referência global, registrou uma queda de 1,1% na sessão, sendo negociado a US$ 60,06. Agora, os agentes de mercado acompanham de perto se o alívio nos preços do petróleo conseguirá se sustentar diante da força demonstrada pelo segmento de minérios.
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