Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno após crise financeira e descumprimento de regras
O Banco Central anunciou nesta quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, a liquidação do Banco Pleno, instituição controlada pelo empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master. A decisão foi tomada após meses de deterioração na avaliação de risco do banco, que enfrentava dificuldades crescentes de liquidez e sustentação financeira.
Motivos da intervenção do Banco Central
De acordo com a autoridade monetária, a intervenção foi motivada por múltiplos fatores críticos. A situação econômico-financeira da instituição estava comprometida, com sérios problemas de liquidez que impediam o funcionamento normal. Além disso, o banco descumpriu regras essenciais que regem o sistema bancário brasileiro e não atendeu a determinações regulatórias previamente estabelecidas, agravando a crise.
Histórico turbulento do Banco Pleno
A origem do banco remonta ao Banco Indusval, fundado em 1970 com foco em crédito corporativo e agronegócio. Em 2020, a instituição passou a se chamar Voiter, sob controle de Roberto de Rezende Barbosa, já apresentando baixa rentabilidade recorrente e passivos elevados. Esse cenário persistiu mesmo após a integração ao ecossistema do grupo Master.
A aquisição pelo atual controlador, Augusto Ferreira Lima, ocorreu em julho de 2025, quando a marca foi alterada para Banco Pleno. Na transição, o banco herdou um volume bilionário de passivos atrelados a Certificados de Depósito Bancário (CDBs), situação que levou o Banco Central a impedir a emissão de novos títulos pouco tempo depois.
Produtos e impacto no mercado
Entre os principais produtos operados pela instituição estava o Credcesta, um cartão consignado de benefícios que figurava como um dos ativos relevantes originados dentro do ambiente de negócios associado ao grupo Master. A liquidação do Banco Pleno representa um marco significativo na regulação bancária, destacando a importância do cumprimento das normas para a estabilidade financeira.
O caso serve como alerta para outras instituições sobre as consequências de negligências regulatórias e má gestão financeira, reforçando o papel do Banco Central em proteger o sistema econômico nacional.