Queda histórica na geração de empregos assusta o Vale do Paraíba e região bragantina
Os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta terça-feira (31), pintam um cenário preocupante para o mercado de trabalho na região do Vale do Paraíba e bragantina. O primeiro bimestre de 2026 registrou uma queda drástica de 71,5% na geração de empregos formais, marcando o pior desempenho desde o início da série histórica do novo Caged em 2020.
Números que revelam uma crise no emprego
De acordo com o levantamento realizado com base nos dados oficiais, as 46 cidades que compõem a região fecharam janeiro e fevereiro de 2026 com um saldo positivo de apenas 1.630 novos postos de trabalho. Embora positivo, esse número é significativamente inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior, quando a região acumulou impressionantes 5.729 empregos com carteira assinada.
Pela primeira vez na história do novo Caged, a região terminou o primeiro bimestre com menos de 2 mil empregos de saldo, um marco que evidencia a gravidade da situação. A comparação com fevereiro de 2025 é ainda mais alarmante: enquanto neste ano o mês teve um saldo positivo de 3.273 empregos formais, representando uma queda de 42,9%, no ano passado foram criados 5.730 empregos na região.
Setores em análise: quem ganha e quem perde
Uma análise detalhada por setores econômicos revela um panorama misto:
- Serviços: Foi o setor que mais gerou empregos, com um saldo positivo acumulado de 2.723 empregos formais.
- Indústria: Registrou saldo positivo de 708 empregos.
- Construção civil: Teve 230 novos postos de trabalho.
Por outro lado, dois setores fecharam o período no vermelho:
- Comércio: O destaque negativo do bimestre, com saldo negativo de 1.974 empregos com carteira assinada.
- Agropecuária: Também apresentou resultado negativo, com o fechamento de 57 postos de trabalho.
Implicações para a economia regional
Esses números não são apenas estatísticas frias - eles refletem a realidade econômica enfrentada por milhares de trabalhadores e famílias na região. A queda histórica na geração de empregos formais pode ter diversas consequências:
- Redução do poder de compra das famílias
- Impacto negativo no comércio local
- Possível aumento da informalidade no trabalho
- Desafios para a recuperação econômica regional
Os especialistas em economia do trabalho alertam que, embora o saldo ainda seja positivo, a tendência de queda acentuada exige atenção imediata das autoridades e dos setores produtivos. A região, conhecida por seu dinamismo econômico, enfrenta agora o desafio de reverter esse quadro preocupante e retomar o caminho do crescimento sustentável na geração de empregos.



