Alto Tietê enfrenta redução na geração de empregos formais em fevereiro de 2026
A região do Alto Tietê registrou a criação de 1.592 postos de trabalho com carteira assinada em fevereiro de 2026, conforme dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego nesta terça-feira (31). Esse resultado representa uma queda expressiva de 30,3% em comparação com fevereiro de 2025, quando foram geradas 2.286 vagas formais.
Desempenho das cidades da região
Entre as dez cidades que compõem o Alto Tietê, Mogi das Cruzes se destacou com o melhor desempenho, apresentando um saldo positivo de 634 empregos. A cidade registrou 6.944 contratações e 6.310 demissões no período. Na sequência, aparecem Itaquaquecetuba, Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Poá, Guararema e Salesópolis, todas com resultados variados.
Por outro lado, Suzano teve o pior resultado, com um saldo negativo de 222 empregos, indicando mais demissões do que contratações. Além de Suzano, as cidades de Biritiba-Mirim e Santa Isabel também registraram saldos negativos, reforçando a tendência de desafios no mercado de trabalho local.
Contexto nacional e comparações históricas
Em nível nacional, a economia brasileira gerou 255,3 mil empregos formais em fevereiro de 2026, com 2,2 milhões de contratações e 2,09 milhões de demissões. Comparado a fevereiro de 2025, que teve a criação de 440,4 mil empregos formais, houve uma queda significativa, conforme dados oficiais do governo federal.
O resultado de fevereiro de 2026 é considerado o pior para o mês desde 2023, quando foram criadas 252,5 mil vagas, de acordo com a série histórica iniciada em 2020. Isso evidencia um cenário de desaceleração na geração de empregos em todo o país, refletindo também nas estatísticas regionais como as do Alto Tietê.
Análise dos dados e perspectivas futuras
Os números do Caged mostram que, em janeiro de 2026, a região do Alto Tietê teve 18.796 contratações e 17.204 demissões, resultando no saldo positivo de 1.592 empregos em fevereiro. A redução de 30,3% em relação a 2025 sugere um impacto econômico que pode estar relacionado a fatores como desaceleração do crescimento, mudanças no setor produtivo ou condições macroeconômicas desfavoráveis.
Especialistas alertam para a necessidade de políticas públicas e investimentos que possam reverter essa tendência, especialmente em cidades como Suzano, que enfrentam maiores dificuldades. O monitoramento contínuo desses dados é crucial para entender as dinâmicas do mercado de trabalho e planejar ações eficazes de geração de emprego e renda na região.



