Inflação fecha 2025 em 4% com alta liderada por Recife e passagens aéreas
IPC-S acelera e inflação de 2025 atinge 4%, diz FGV

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou uma aceleração na última medição de 2025, reforçando a pressão persistente sobre o custo de vida dos brasileiros no fechamento do ano. O indicador, calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), subiu 0,28% na quarta quadrissemana de dezembro, ritmo superior ao apurado no período anterior.

Resultado anual e pressão sobre o custo de vida

Com esse movimento de alta, o IPC-S acumula uma variação de 4% em 12 meses, encerrando o calendário de 2025 com um sinal claro de que a inflação segue como um desafio para a economia. O resultado consolida um ano de pressão sobre os orçamentos familiares, exigindo atenção contínua de autoridades e do mercado.

A divulgação ocorreu em 5 de janeiro de 2026, trazendo os dados consolidados do fim do ano anterior. A trajetória do índice serve como um importante termômetro para a inflação oficial, indicando que o poder de compra do consumidor continua sob tensão.

Recife lidera alta nacional com disparo nas passagens aéreas

Uma análise regional revela um cenário desigual entre as capitais pesquisadas. Quatro das sete capitais monitoradas registraram aumento em suas taxas de variação no fim de dezembro. O destaque negativo ficou com a cidade de Recife, que liderou o ranking com uma alta expressiva de 1,17% no período.

O principal motor dessa inflação local foi o comportamento vertiginoso dos preços do transporte aéreo. As passagens aéreas dispararam 32,74% na capital pernambucana, puxando o índice geral para cima. Esse movimento evidencia o peso crescente dos itens de serviços na composição da inflação recente, um setor conhecido por ter ajustes de preços mais persistentes.

Contraste regional: Rio de Janeiro tem menor variação

Na ponta oposta do espectro, o Rio de Janeiro apresentou a menor variação entre as capitais, com um aumento de apenas 0,11%. O desempenho mais contido da capital fluminense foi influenciado, em parte, pelo comportamento de uma tarifa essencial.

A taxa de água e esgoto residencial avançou 8,45% no Rio, um incremento significativo que, paradoxalmente, ajudou a moderar o resultado geral quando comparado ao impacto explosivo de outros itens, como visto em Recife. Esse cenário ilustra como dinâmicas locais específicas podem moldar a experiência inflacionária em cada cidade.

Implicações e perspectivas

O fechamento de 2025 com inflação de 4% pelo IPC-S, impulsionada por itens como serviços e transportes, coloca um alerta para o início de 2026. A aceleração no fim do ano, capitaneada por centros urbanos como Recife, sugere que pressões de custo em setores específicos continuam ativas.

O peso dos serviços no índice é um ponto de atenção, pois costuma refletir em aumentos mais difíceis de reverter. A disparidade regional também chama a atenção, mostrando que a inflação não é um fenômeno uniforme em todo o país, mas sim um desafio com rostos diferentes dependendo da localidade.