Exportações brasileiras batem recorde em 2025, mas saldo comercial cai 8%
Exportações batem recorde em 2025, saldo comercial cai

Em um cenário econômico desafiador, marcado por altas tarifas, a balança comercial brasileira registrou um desempenho histórico em 2025. Os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior nesta terça-feira, 6 de janeiro de 2026, revelam que as exportações nacionais atingiram seu maior valor já registrado.

Recorde nas exportações e importações

A receita do Brasil com as vendas para o exterior cresceu 3,5% no ano de 2025, somando a cifra impressionante de 348,7 bilhões de dólares. Este é o valor mais alto da série histórica, demonstrando a resiliência dos produtos brasileiros no mercado internacional mesmo em um período considerado de "tarifaço".

Por outro lado, as compras do Brasil do resto do mundo também seguiram uma trajetória de alta. As importações aumentaram 6,7%, alcançando um recorde de 280,4 bilhões de dólares. O crescimento mais acelerado das compras em relação às vendas impactou diretamente o resultado final do comércio exterior.

Superávit comercial: terceiro maior da história

Com esses números, o saldo comercial brasileiro – a diferença entre tudo o que foi exportado e importado – ficou positivo em 68,3 bilhões de dólares. Apesar de representar um recuo de 7,9% (ou 8% na comparação arredondada) em relação ao superávit registrado em 2024, este resultado consolida 2025 como o terceiro melhor ano da história para a balança comercial do país.

O desempenho ocorre em um contexto global complexo, com pressões inflacionárias e barreiras comerciais, destacando a competitividade de setores-chave da economia nacional.

Análise do cenário e perspectivas

Os dados oficiais mostram uma economia que, mesmo pressionada, conseguiu expandir suas vendas externas. O recorde de exportações sugere uma forte demanda internacional por commodities e produtos manufaturados brasileiros. No entanto, o maior crescimento das importações reflete tanto a recuperação da demanda interna por bens e insumos quanto possíveis pressões de custo.

O superávit de 68,3 bilhões de dólares, embora menor que o do ano anterior, continua sendo um aporte fundamental para a economia, contribuindo para a estabilidade do câmbio e das contas externas do Brasil. Manter um saldo comercial robusto é um dos pilares para o crescimento econômico sustentável nos próximos anos.

As autoridades do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior acompanharão de perto a evolução desses fluxos em 2026, buscando políticas que possam sustentar a trajetória positiva das exportações e garantir a saúde da balança comercial.