Brasil e China lideram redução de tarifas após nova medida de Trump, diz estudo
Um levantamento da organização independente Global Trade Alert revelou que Brasil e China são os países mais beneficiados pelas mudanças nas tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entre os dias 20 e 21 de fevereiro de 2026. A análise detalhada monitora políticas de comércio internacional e aponta impactos significativos nas relações comerciais globais.
Redução expressiva nas tarifas brasileiras
Segundo o relatório da entidade, o Brasil terá a maior redução nas tarifas médias, com uma queda impressionante de 13,6 pontos percentuais. Na sequência, aparece a China, com recuo de 7,1 pontos percentuais, e a Índia, com diminuição de 5,6 pontos percentuais. Esses números destacam uma vantagem competitiva para as exportações desses países em um cenário de ajustes tarifários.
Aumento para aliados tradicionais dos EUA
Em contraste, aliados importantes dos Estados Unidos enfrentarão tarifas mais altas com a nova alíquota. O estudo lista:
- Reino Unido: aumento de 2,1 pontos percentuais
- União Europeia: aumento de 0,8 ponto percentual
- Japão: aumento de 0,4 ponto percentual
Essa mudança pode reconfigurar dinâmicas comerciais e pressionar economias tradicionalmente próximas dos EUA.
Contexto da decisão judicial e implementação
A medida foi adotada após a Suprema Corte dos Estados Unidos considerar ilegais grande parte das tarifas anteriores impostas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. Diante da decisão judicial, o presidente anunciou inicialmente uma tarifa geral de 10%, posteriormente elevada para 15%.
A nova alíquota entra em vigor na terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, e terá validade de 150 dias, dependendo de nova autorização do Congresso norte-americano. Esse período de vigência limitada adiciona um elemento de incerteza às projeções econômicas e estratégias comerciais internacionais.
Implicações para o comércio global
Essas alterações tarifárias podem influenciar:
- Fluxos de exportação: Brasil e China podem ver aumento na demanda por seus produtos.
- Relações diplomáticas: Tensões com aliados como Reino Unido e UE podem surgir.
- Mercados emergentes: Índia também se beneficia, potencialmente fortalecendo sua posição global.
O estudo da Global Trade Alert serve como um alerta para governos e empresas ajustarem suas estratégias em meio a essas mudanças rápidas e significativas na política comercial dos Estados Unidos.