Bolsas globais caem com alta do petróleo e guerra no Oriente Médio sem solução à vista
Bolsas caem com alta do petróleo e guerra sem solução

As bolsas de valores ao redor do mundo estão finalizando a semana com um viés claramente negativo, refletindo a crescente preocupação dos investidores com a prolongada guerra no Oriente Médio e seus impactos diretos sobre os preços do petróleo. O cenário de incerteza se intensifica com a alta do barril de petróleo, que se aproxima novamente da marca dos US$ 110, alimentando temores de inflação e de possíveis elevações nas taxas de juros em diversas economias.

Conflito no Oriente Médio e adiamento de ultimato

A guerra no Oriente Médio continua sem uma solução imediata à vista, o que tem mantido os mercados em estado de alerta. Recentemente, o presidente americano, Donald Trump, adiou mais uma vez o ultimato dado ao Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz. Embora essa medida possa ser vista como um alívio temporário, pois evita danos à infraestrutura crítica para o escoamento do petróleo, ela também significa que o combustível da região permanece represado, contribuindo para a pressão nos preços globais.

Impactos no mercado brasileiro

O Brasil já começa a sentir os efeitos dessa turbulência internacional. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras negociadas em Nova York, acompanha a tendência negativa das bolsas globais, registrando uma queda de aproximadamente 0,5%. Além disso, dados recentes do IBGE mostraram que o IPCA-15 avançou mais do que o esperado, impulsionado principalmente pelos preços dos alimentos.

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Reajustes nas contas de energia elétrica também devem influenciar a inflação ao longo do ano, agravando os efeitos do choque do petróleo, que já levou a aumentos nos preços dos combustíveis nas bombas. Essa situação ocorre em um momento em que a economia brasileira demonstra resiliência, com a taxa de desemprego se mantendo em mínimas históricas, conforme dados a serem divulgados pelo IBGE.

Principais índices e movimentos do mercado

Os principais índices globais registraram quedas significativas nesta sexta-feira. Nos Estados Unidos, os futuros do S&P 500 caíram 0,11%, enquanto os do Nasdaq recuaram 0,22% e os do Dow Jones tiveram uma queda de 0,14%. Na Europa, o índice Euro Stoxx 50 apresentou uma queda de 0,96%, com destaque para Frankfurt (Dax), que caiu 1,18%, e Londres (FTSE 100), com recuo de 0,47%.

O petróleo Brent avançou 1,81%, negociando a US$ 109,96 por barril, enquanto o minério de ferro registrou uma leve queda de 0,36%, cotado a US$ 106,96 por tonelada. Na Ásia, os mercados apresentaram desempenho misto, com o índice chinês CSI 300 subindo 0,56%, Hong Kong (Hang Seng) avançando 0,38%, e a Bolsa de Tóquio (Nikkei) recuando 0,43%.

Agenda econômica e perspectivas

A agenda do dia inclui eventos importantes que podem influenciar ainda mais os mercados. A Aneel definirá a bandeira tarifária de abril, enquanto o Confaz debaterá uma proposta de subvenção do diesel. Além disso, o Banco Central divulgará o saldo de transações correntes de fevereiro, e o IBGE publicará a Pnad Contínua referente ao mesmo mês.

Os investidores permanecem atentos aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e às medidas políticas que possam afetar a oferta e a demanda de petróleo. Enquanto a guerra persistir sem uma solução concreta, as bolsas globais devem continuar enfrentando volatilidade, com a alta do petróleo servindo como um catalisador para quedas e temores inflacionários.

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