99 desiste de operar moto app em São Paulo, deixando Uber como única defensora
99 abandona moto app em SP; Uber fica como única defensora

99 desiste de operar serviços de moto app em São Paulo

A empresa 99 comunicou oficialmente ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, durante uma reunião na noite de quarta-feira, 1º de abril de 2026, que desistiu de operar os serviços de transporte por moto na capital paulista. A informação foi confirmada pela prefeitura e enviada à imprensa por uma fonte anônima familiarizada com o assunto. A 99, quando procurada, optou por não se manifestar sobre a decisão.

Foco na expansão do 99Food e nova priorização de serviços

Segundo a fonte, a 99 está concentrando seus esforços na expansão do 99Food em São Paulo, o que levou à escolha de abandonar a operação de transporte por moto na cidade. "O objetivo é facilitar a vida dos paulistanos. É uma nova priorização dos serviços", afirmou a fonte. Vale destacar que o serviço da 99moto continua disponível em outros 3.300 municípios brasileiros, mantendo sua presença em diversas regiões do país.

A prefeitura de São Paulo emitiu uma nota oficial confirmando que a empresa 99 decidiu não se credenciar para a operação de transporte de passageiros por motocicletas na cidade. O prefeito Ricardo Nunes, que liderou o movimento para proibir o serviço de mototáxi em São Paulo, expressou satisfação com a decisão. "A cidade é complexa, e nossa preocupação é com a segurança do motoqueiro e do passageiro. Hoje temos um grande investimento no sistema de saúde também para atender vítimas de acidentes com motocicletas. Fico muito feliz que vocês entenderam", declarou Nunes.

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Propostas de parceria e medidas de segurança

Durante o encontro, os representantes da 99 apresentaram um conjunto de propostas de parceria com a Prefeitura de São Paulo, focadas principalmente na segurança dos motociclistas e na melhoria da mobilidade urbana. Entre as medidas estruturais discutidas, está a implantação de pontos de apoio para motociclistas, com previsão inicial de pelo menos uma unidade em 2026. Esses espaços devem funcionar como locais de descanso e suporte para entregadores, atendendo a uma demanda recorrente da categoria.

Disputa histórica entre prefeitura e plataformas

A disputa entre as empresas de aplicativo e a prefeitura de São Paulo não é recente, tendo começado em 2023. A gestão municipal baseia sua posição em argumentos de segurança viária, saúde pública e ordenamento urbano, alegando que a ampliação do mototáxi tende a aumentar o número de acidentes graves e pressionar a rede pública de saúde. Do outro lado, empresas como 99 e Uber defenderam nos últimos anos que o serviço é legal em âmbito federal e funciona como uma modalidade de transporte privado individual, semelhante ao carro por aplicativo.

As plataformas argumentam que o município pode impor regras de operação, segurança e cadastro, mas não proibir a atividade por completo. Elas também destacam que o serviço atende a uma demanda real, especialmente nas periferias, onde o deslocamento é mais difícil e o transporte costuma ser mais caro ou demorado. Com a saída da 99, o embate perde força significativa, deixando a Uber como principal e quase única defensora da modalidade. É importante lembrar que o serviço de transporte por moto segue proibido na capital paulista, mantendo-se uma questão polêmica e em discussão.

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