Porto de Santos amplia área em 56% com autorização do Ministério de Portos e Aeroportos
O Porto de Santos, um dos mais importantes do Brasil, teve sua área terrestre ampliada em 5,2 quilômetros quadrados, passando a ocupar 14,5 km² de extensão. Este aumento de 56% foi autorizado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e publicado no Diário Oficial da União nesta semana, marcando um avanço estratégico para a infraestrutura portuária nacional.
Detalhes da expansão e áreas incorporadas
A expansão atende parcialmente a um pedido da Autoridade Portuária de Santos (APS), que havia solicitado a ampliação da poligonal para 20,4 km². Recentemente, a área terrestre do porto foi recalculada de 7,8 km² para 9,3 km², sem a inclusão de novos espaços. Com a adição dos 5,2 km² autorizados agora, o total alcança 14,5 km². Além disso, a portaria também ampliou a área aquaviária, com a área aquática aumentando de 355,2 km² para 367,2 km², elevando a área molhada total utilizada pelo cais santista de 383,8 km² para 401 km².
De acordo com a gestora portuária, as áreas incorporadas incluem:
- Áreas terrestres: região do Largo do Caneu, Monte Cabrão e Alemoa.
- Áreas marítimas: regiões de fundeio e de deposição de resíduos de dragagem.
Impacto estratégico e perspectivas futuras
Para o presidente da APS, Anderson Pomini, a ampliação representa um passo crucial para preparar o Porto de Santos para as próximas décadas, diante do aumento esperado na movimentação de cargas. "É uma ampliação que permite atrair novos investimentos, gerar empregos e tornar o Porto mais eficiente, contribuindo significativamente para a economia do Brasil", afirmou Pomini. Ele destacou que a intenção é expandir a capacidade operacional nas novas áreas e fortalecer a infraestrutura, visando atender ao crescimento do comércio exterior brasileiro.
No entanto, a administração portuária informou que ainda não há um cronograma definido nem detalhamento sobre o uso e a destinação das áreas anexadas, indicando que os planos estão em fase inicial de desenvolvimento.
Pedido original e áreas excluídas
O pedido de ampliação para até 20,4 km² foi encaminhado pela APS ao Ministério em 2024, acompanhado de estudos técnicos que justificavam a necessidade e viabilidade da expansão. Em 2025, o MPor realizou uma consulta pública sobre o tema, e após análise, autorizou a ampliação parcial nesta etapa. Pomini mencionou que outras áreas ainda estão em avaliação pelo governo federal, sugerindo que a expansão poderá ser ainda maior no futuro.
Algumas regiões consideradas estratégicas pela APS não foram incluídas nesta primeira fase, como:
- Vila dos Criadores, na Alemoa, em Santos, uma área de cerca de 420 mil m² que foi ocupada por um antigo lixão, é considerada contaminada e abriga aproximadamente 5 mil moradores, sendo alvo de disputa judicial há mais de duas décadas.
- Ecopátio, em Cubatão.
- Área de 6,2 milhões de m² na Área Continental de São Vicente, oferecida pela prefeitura local em janeiro do ano passado, equivalente a cerca de 574 campos de futebol.
A equipe de reportagem procurou o Ministério de Portos e Aeroportos para obter esclarecimentos adicionais sobre a ampliação, mas não houve resposta até a publicação desta matéria.



