Operação 'Assepsia' investiga fraudes no SUS e crimes contra a administração pública em Minas Gerais
Operação 'Assepsia' investiga fraudes no SUS em Minas Gerais

Operação 'Assepsia' investiga fraudes no SUS e crimes contra a administração pública em Minas Gerais

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26), a operação denominada 'Assepsia', que tem como objetivo investigar crimes contra a administração pública e irregularidades no Sistema Único de Saúde (SUS) em Cataguases e outras cidades da Zona da Mata mineira. A ação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em conjunto com a Polícia Civil, visando desmantelar esquemas que prejudicam os cofres públicos e a população.

Cobranças indevidas por internações gratuitas no SUS

Um dos principais alvos da operação é um médico vinculado ao Hospital de Cataguases, que está sendo investigado por exigir pagamentos de pacientes e familiares para viabilizar internações e atendimentos que deveriam ser totalmente gratuitos pelo SUS. Segundo as investigações do MPMG, há indícios de que essas cobranças eram realizadas de forma repetida, inclusive em situações de urgência no pronto-socorro, explorando a vulnerabilidade dos usuários do sistema público de saúde.

Em nota oficial, o Hospital de Cataguases esclareceu que não foi alvo de qualquer mandado de busca e apreensão durante a operação e afirmou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, demonstrando transparência no processo.

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Fraudes em jornada de trabalho e acúmulo irregular de cargos

Outro profissional da saúde está sob investigação por suspeita de manter vínculos simultâneos com as prefeituras de Astolfo Dutra, Cataguases e Rodeiro. A apuração indica que ele recebia salários públicos sem cumprir a carga horária estabelecida em Astolfo Dutra e Cataguases, trabalhando na iniciativa privada nos horários em que deveria estar exercendo suas funções no serviço público.

Além disso, o MPMG está analisando a inserção de informações falsas em registros de frequência para encobrir as faltas, caracterizando uma fraude sistemática que desvia recursos públicos e compromete a qualidade dos serviços de saúde oferecidos à população.

Medidas judiciais e coleta de provas

Durante a operação 'Assepsia', foram cumpridos mandados de busca e apreensão para recolher documentos e dispositivos eletrônicos que possam auxiliar na identificação de outros envolvidos e na quantificação do prejuízo causado aos cofres públicos. Os nomes dos investigados não foram divulgados até o momento, preservando a integridade do processo investigativo.

O g1 entrou em contato com as prefeituras de Astolfo Dutra, Cataguases e Rodeiro para obter posicionamentos sobre o caso, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. A operação segue em andamento, com expectativa de novas descobertas que possam ampliar o escopo das investigações.

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