Casa do vice-prefeito de Ubá é condenada após temporal devastador
Entre as 4.480 pessoas desalojadas pelas chuvas intensas que atingiram a cidade de Ubá, na Zona da Mata mineira, está o próprio vice-prefeito municipal, Rômulo Silva Rodrigues, de 42 anos, conhecido como 'Cabo Rominho'. A residência do político foi formalmente condenada pela Defesa Civil local após o temporal que assolou a cidade na noite de segunda-feira, dia 23 de outubro.
Tragédia familiar em meio à calamidade pública
Rômulo Silva Rodrigues residia há impressionantes 26 anos em uma casa localizada na Rua Professora Aleocádia Godinho, no tradicional bairro Jardim Negrito. No imóvel, viviam ele, sua esposa Marceli de Oliveira Rodrigues, de 35 anos, e seus três filhos, com idades de 16, 12 e apenas 2 anos. "Perdemos tudo", desabafou o vice-prefeito, visivelmente abalado pela situação.
A estrutura da residência apresentou graves trincas e o muro frontal cedeu completamente devido à força das águas. Apesar da gravidade do ocorrido, felizmente nenhum membro da família ficou ferido. A evacuação ocorreu na madrugada de terça-feira, dia 24, com auxílio crucial da sogra de Rômulo e do marido dela.
Servidor público em ação durante a própria tragédia
No exato momento da evacuação familiar, Rômulo encontrava-se nas ruas da cidade, cumprindo seu papel de servidor público ao alertar a população sobre os riscos iminentes do temporal. "A frente da minha casa cedeu por causa da água da chuva. A Defesa Civil mandou sair, e nos refugiamos na casa da minha sogra", relatou o vice-prefeito.
Ele expressou preocupação adicional com possíveis furtos e revelou estar ativamente procurando outro local para morar com a família. O imóvel foi oficialmente interditado e não pode mais ser utilizado, embora não deva ser demolido imediatamente devido ao risco de desabamento natural.
Impacto geral do temporal em Ubá
A cidade de Ubá registrou números alarmantes em consequência das chuvas:
- Sete pessoas falecidas em decorrência do temporal
- 27 desabrigados acolhidos na Casa de Oração
- 4.480 desalojados (aproximadamente 1.100 famílias) cadastrados e acompanhados por assistentes sociais e psicólogos
Danos estruturais extensos na cidade
Os prejuízos materiais foram significativos em toda a cidade:
- 8 imóveis desabaram completamente
- 6 prédios públicos sofreram danos graves, incluindo:
- 1 Policlínica Municipal
- 1 Centro de Especialidades Odontológicas (CEO)
- 1 Farmácia Municipal
- 1 Unidade de Saúde (EAP Central)
- 2 escolas municipais
- Danos extensos em pavimentação urbana, sistemas de drenagem pluvial, contenções de encostas e sinalização viária
Rômulo Silva Rodrigues, ainda abalado, compartilhou seu sentimento de perda: "Estou sem chão. Tudo o que eu tinha estava ali. Perdemos nossa casa. Mas, felizmente, estamos vivos". Ele planeja retirar móveis e pertences com autorização da Defesa Civil, já que a água não invadiu o interior da residência.
