Caçapava suspende cobrança do IPTU para 2026 após reclamações de aumentos exorbitantes
A Prefeitura de Caçapava, no interior de São Paulo, anunciou na noite desta quinta-feira, 26 de setembro, a suspensão imediata da cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) referente ao ano de 2026. A decisão foi divulgada pelo prefeito Yan Lopes, do Podemos, através de suas redes sociais, após uma série de protestos e reclamações dos moradores sobre os valores excessivamente altos dos carnês emitidos recentemente.
Reavaliação técnica e política em resposta à insatisfação popular
Segundo o prefeito, a medida foi tomada em conjunto com vereadores e a equipe técnica da administração municipal, com o objetivo de reavaliar e corrigir possíveis distorções no estudo que atualizou os valores venais dos imóveis da cidade. Desde o início da emissão dos carnês, os contribuintes vinham expressando forte descontentamento, pois em alguns casos o imposto chegou a ficar até quatro vezes mais caro em comparação com os anos anteriores, representando um aumento de até 400%.
A proposta inicial da prefeitura era aplicar o novo valor de forma escalonada ao longo de cinco anos, mas diante da repercussão negativa e da pressão da comunidade, a cobrança foi suspensa temporariamente. O prefeito Yan Lopes afirmou que os contribuintes que já efetuaram o pagamento do imposto não serão prejudicados, embora não tenham sido detalhadas quais medidas específicas serão adotadas para a compensação desses valores.
Falta de prazo e contexto da atualização da Planta Genérica de Valores
A prefeitura não informou um prazo definido para a conclusão da reavaliação nem quando uma nova cobrança poderá ser feita, deixando os moradores em expectativa sobre o futuro do imposto. Esta suspensão ocorre meses após o prefeito sancionar a lei que atualizou a Planta Genérica de Valores (PGV), que serve como base de cálculo do IPTU.
A mudança na PGV passou a considerar critérios mais atualizados, como localização, padrão construtivo e valorização imobiliária, substituindo parâmetros antigos que estavam defasados há décadas, de acordo com a gestão municipal. A intenção da nova PGV era tornar a cobrança mais justa, com previsão de isenção para imóveis de menor valor e aplicação de reajustes de forma gradual ao longo dos anos, mas a implementação prática resultou em aumentos significativos que geraram insatisfação generalizada.
Com essa suspensão, a Prefeitura de Caçapava busca acalmar os ânimos e revisar os cálculos para evitar injustiças fiscais, enquanto os moradores aguardam novas definições sobre o destino do IPTU na cidade.



