Justiça do DF nega novo pedido de perícia de Celina Leão em ação de improbidade
Justiça nega novo pedido de perícia de Celina Leão no DF

Governadora do DF tem pedido de perícia negado pela Justiça em caso de improbidade

A Justiça do Distrito Federal rejeitou um novo pedido da governadora Celina Leão (MDB) em uma ação de improbidade administrativa movida contra ela. A decisão, proferida na última segunda-feira (6), representa mais um revés para a defesa da mandatária, que buscava uma análise técnica adicional de evidências digitais.

Detalhes do pedido e fundamentação da decisão

A defesa de Celina Leão havia solicitado uma perícia no celular e em todas as mídias digitais entregues pela ex-deputada Liliane Roriz ao Ministério Público do Distrito Federal. O objetivo era verificar possíveis manipulações, cortes ou inserções nas gravações que deram origem à ação, além de tentar recuperar dados supostamente apagados.

No entanto, o juiz responsável pelo caso negou o pedido, argumentando que as gravações em questão já foram analisadas pela perícia da Polícia Civil do DF. Segundo a decisão, os peritos oficiais atestaram a integridade e autenticidade do material, não encontrando indícios de edição ou supressão de falas que justificassem uma nova investigação.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Contexto histórico e desdobramentos judiciais

A ação de improbidade administrativa contra Celina Leão tem origem na Operação Drácon, deflagrada em 2016. Na época, a então deputada distrital foi um dos alvos da investigação, que surgiu após Liliane Roriz divulgar áudios com supostas negociações de propina envolvendo parlamentares do Distrito Federal.

Esta não é a primeira vez que a Justiça nega um pedido semelhante da governadora. Em outubro do ano passado, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal já havia rejeitado uma solicitação para apresentação do celular e chip utilizados por Liliane Roriz. Na decisão mais recente, o magistrado destacou que a questão já foi amplamente discutida no processo e não há "fato novo, inconsistência técnica concreta ou prejuízo" que justifique a realização de nova prova pericial.

Absolvição em acusação de corrupção e silêncio da assessoria

Vale ressaltar que, em março de 2025, Celina Leão e outros três réus - Júlio Cesar Ribeiro, Bispo Renato Andrade e Cristiano Araújo - foram absolvidos da acusação de corrupção passiva que também derivava da Operação Drácon. A primeira fase da operação, realizada em 23 de agosto de 2016, resultou no cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão e 8 mandados de condução coercitiva pelo Ministério Público e Polícia Civil.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da governadora Celina Leão para obter um posicionamento sobre a decisão judicial, mas não recebeu resposta até a última atualização desta matéria. O caso continua tramitando na Justiça do Distrito Federal, com a ação de improbidade administrativa ainda em andamento.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar