
Quem passou por Tiradentes no último final de semana se deparou com um espetáculo de cores, aromas e saberes. A cidade histórica, normalmente tranquila, pulsava com uma energia contagiante. O Sistema Fecomércio MG, através do Senac, armou suas tendas e transformou o Largo das Forras em um ponto de convergência entre o ontem e o hoje.
Não era só mais uma feira, longe disso. Era uma experiência completa, um mergulho sensorial naquilo que Minas Gerais tem de mais autêntico. De um lado, o cheiro inconfundível do pão de queijo saindo do forno, do café coado na hora e do doce de leite que derrete na boca. Do outro, as mãos habilidosas de artesãos dando nova vida ao barro, à madeira e ao tear. Uma verdadeira aula de criatividade e resiliência.
Mais do que vender, a missão era conectar
O Senac MG, sabendo de sua responsabilidade, foi além da simples exposição. Eles montaram oficinas práticas que ficaram lotadas. Gente querendo aprender a técnica do bordado, a precisão da cerâmica ou os segredos por trás de queijos artesanais. Você via no rosto das pessoas aquela centelha de descoberta, sabe? Aquele momento ‘ahá!’ que é o que há de mais humano no aprendizado.
E os números? Bem, eles impressionam, mas a sensação no local era o que realmente contava. Foram mais de 50 expositores – cada um com uma história única para contar – e um fluxo de visitantes que não parou. O comércio local agradeceu, é claro. Bares, restaurantes e pousadas viram um movimento acima da média, provando que cultura e economia, quando andam de mãos dadas, criam um círculo virtuoso fantástico.
O legado que fica
Eventos assim são como sementes. Eles são plantados em um fim de semana, mas sua germinação é duradoura. Para muitos artesãos, foi uma vitrine inestimável, um chance de alcançar novos mercados e validar seu trabalho. Para os visitantes, uma memória afetiva de um dia genuíno em meio à correria da vida moderna.
O Sistema Fecomércio MG, com esse projeto, reafirma um compromisso que vai muito além dos números. É um compromisso com as pessoas, com a preservação do que é nosso e com a crença de que o desenvolvimento regional se faz com ações concretas e saborosas. Tiradentes serviu de palco, mas a estrela foi, sem dúvida, a alma mineira.